Darren Whiteside/Pool Photo via AP
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Pence chega à Indonésia para discutir relações comerciais

Vice-presidente visitará a maior mesquita do sudeste asiático

O Estado de S.Paulo

20 Abril 2017 | 02h50

JACARTA - O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, se reuniu nesta quinta-feira, 20, com o presidente da Indonésia e outros membros do governo para tratar das relações comerciais entre os países. A Indonésia é o país muçulmano mais populoso do mundo - cerca de 90% dos 255 milhões de habitantes são islâmicos. 

Pence passará dois dias na Indonésia em um momento em que o presidente Joko "Jokowi" Widodo lida com um revés político, já que um de seus aliados foi derrotado por conservadores islâmicos nas eleições para governador de Jacarta.

A Indonésia está na "lista negra" comercial de Donald Trump. A companhia norte-americana Freeport-McMoran, que gere a maior mina de cobre do mundo na província de Papua, no país asiático, está em uma prolongada disputa com o governo indonésio. 

Pnce também visitará a mesquita Istiqlal, a maior do sudeste asiático. Trata-se de um gesto simbólico de um governo frequentemente acusado de islamofobia. Adam Mulawarman, responsável pelas relações entre os Estados Unidos e o Ministério das Relações Exteriores da Indonésia, disse crer que a "visita à Istiqlal reflete um desejo do país de abrir-se ao Islã, de iniciar um diálogo inter-religioso".

Desde que Trump assumiu o poder, há 100 dias, recebeu líderes de países majoritariamente muçulmanos como Jordânia, Iraque, Arábia Saudita e Egito. Apesar disso, sua administração lançou uma batalha jurídica para frear a chegada de pessoas de seis países de maioria muçulmana, argumentando motivos de segurança e luta antiterrorista.

Apesar de Indonésia ser considerada um exemplo de convivência entre distintas religioes, a intolerância esta crescendo nos últimos anos, com um aumento de ataques de extremistas islâmicos contra minorias religiosas. 

A Trump Organization opera na Indonésia e tem planos de gerir recintos turísticos de luxo que estão sendo construídos próximos da capital, Jacarta, e na ilha turística de Bali. O sócio indonésio de Trump, o magnata Hary Tanoe, tem aspirações políticas e quer candidatar-se à presidência em 2019. / EFE, AP e AFP

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