AP/Força Aérea dos EUA
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Pentágono confirma morte de extremista da Al-Qaeda na Síria

O saudita Al-Sharej era considerado um dos grandes líderes da rede terrorista e também combateu no Afeganistão

O Estado de S. Paulo

18 Outubro 2015 | 20h33

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos confirmou neste domingo a morte do “emir” da Frente al-Nusra, a filial da Al-Qaeda na Síria, na Província de Latakia, o saudita Abdelmuhsen al-Sharej. Ele foi morto em um bombardeio aéreo da coalizão internacional liderada pelos EUA, na quinta-feira.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), um grupo opositor de monitoramento com sede em Londres, na Grã-Bretanha, já tinha informado no sábado da morte de Al-Sharej, afirmando que ele morreu em um ataque na Província de Alepo. Em comunicado, o Pentágono confirmou sua morte e acrescentou que ela aconteceu no noroeste da Síria.

Al-Sharej era considerado um dos grandes líderes sauditas da rede terrorista Al-Qaeda. Combateu no Afeganistão desde 2007, assim como fez seu pai, nos anos 80, contra a ocupação soviética.  Ele trabalhou para a rede da Al-Qaeda no Irã, antes de assumir as finanças do grupo terrorista, em 2012, e se mudar para a Síria, em 2013.

“Al-Nasr (Al-Sharej) era um extremista antigo com experiência no direcionamento de dinheiro e combatentes para a Al-Qaeda. Ele movia recursos de doadores na região do Golfo para o Iraque e, então, para líderes da Al-Qaeda, do Paquistão à Síria”, afirmou o comunicado do Pentágono. 

Al-Nasr foi catalogado como “terrorista mundial” pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos, em 2014, e erroneamente já foi dado como morto. “Esta operação é um golpe significativo nos planos do grupo de atacar os Estados Unidos e nossos aliados”, afirmou o secretário de Defesa americano, Ashton Carter, em comunicado. “Os Estados Unidos não vão ceder em sua missão de degradar, perturbar e destroçar a Al-Qaeda e seus remanescentes”, afirmou Carter.

Resposta. A Frente al-Nusra confirmou, em comunicado, o bombardeio da “coalizão cruzada e árabe”, mas não citou nenhuma baixa em suas fileiras. Segundo os foros jihadistas na internet, os outros dois extremistas mortos nesse ataque foram Ali al-Utaibi (conhecido como Abdelmalek al-Yazraui, também saudita) e Suhail Nuh (conhecido como Abu Yasser al Magrebi, de nacionalidade marroquina).

Nos últimos meses, diversos líderes da rede Al-Qaeda no Afeganistão se deslocaram em diferentes datas para a Síria para lutar principalmente na Frente al-Nusra, como o antigo dirigente do grupo Mohsen al-Fadli, morto no dia 8 de julho, também em um bombardeio da coalizão liderada pelos EUA. / EFE, AFP e REUTERS

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