AFP PHOTO / Brendan Smialowski
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Pergunta em debate abriu ‘guerra’ com apresentadora da Fox

Candidato passou a atacar Megyn Kelly publicamente e rejeitou participar de outro encontro na emissora

Cláudia Trevisan, correspondente / Washington , O Estado de S. Paulo

04 Abril 2016 | 05h00

WASHINGTON - O mais célebre confronto entre Donald Trump e uma mulher durante a campanha republicana tem como adversária do magnata Megyn Kelly, apresentadora do programa de segunda maior audiência da Fox News, o canal preferido pelos conservadores americanos. Em debate entre candidatos do partido realizado em agosto, Megyn questionou o candidato sobre comentários depreciativos em relação às mulheres. Depois do evento, o bilionário sugeriu que a moderadora estava menstruada, o que explicaria a suposta agressividade da pergunta.

“Você chamou mulheres das quais não gosta de ‘porcas gordas’, ‘cachorras’, ‘relaxadas’ e ‘animais repugnantes’. Seu perfil no Twitter tem vários comentários depreciativos sobre a aparência das mulheres”, observou a apresentadora. “Uma vez você disse a uma participante de ‘O Aprendiz’ que seria uma boa imagem vê-la de quatro”, continuou ela. “Isso se parece com o temperamento de um homem que deveria ser eleito presidente e como você responderá à acusação de Hillary Clinton, a provável candidata democrata, de você é parte da guerra às mulheres?”

O questionamento abriu um capítulo de uma guerra particular de Trump contra Megyn, que deu início a uma sucessão de ataques contra a apresentadora. Em janeiro, ele se recusou a participar de outro debate na Fox News, porque ela seria um dos moderadores. No mês passado, o candidato defendeu o boicote ao programa apresentado pela “rival” em sua conta no Twitter, que tem 7,4 milhões de seguidores. Segundo ele, a apresentadora é “doente” e “superestimada”.

Reação. A Fox saiu em defesa de sua estrela. “Os ataques injustificados de Trump contra Megyn Kelly e sua obsessão extrema e doentia com ela estão abaixo da dignidade de um candidato presidencial que pretende ocupar o mais elevado cargo do país”, declarou a emissora em declaração no mês passado. A apresentadora declarou há três dias que a raiz dos ataques de Trump é o fato de ele não poder controlar a linha editorial de seu programa. 

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