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EFE/EDUARDO CAVERO

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Peru oferece recompensa por informações sobre paradeiro de ex-presidente

Alejandro Toledo (2011-2006) está com a prisão preventiva decretada no âmbito das investigações de lavagem de dinheiro no caso Odebrecht

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O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2017 | 16h02
Atualizado 10 Fevereiro 2017 | 16h42

LIMA - O Peru ofereceu nesta sexta-feira, 10, uma recompensa de 100 mil soles (US$ 30 mil) a quem informar dados sobre o paradeiro do ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006), que teve a prisão decretada pela Justiça do país por envolvimento em lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, no caso do esquema de corrupção da empreiteira brasileira Odebrecht.

"Há uma recompensa de 100 mil soles que serão pagos a qualquer país do mundo", afirmou à imprensa o ministro do Interior, Carlos Basombrío, que pediu à Interpol que atue com maior rapidez possível. A Justiça determinou a prisão preventiva de Toledo por 18 meses.  

Toledo estava na França desde o começo das investigações. "Pedimos ajuda à Interpol francesa para agir com rapidez para impedir o alto risco de fuga", disse o Ministério do Interior do Peru por meio de sua conta no Twitter. "A Interpol tem de notificar 190 países sobre o mandado."

O caso. O ex-presidente peruano é acusado de ter recebido US$ 20 milhões em propina da Odebrecht em troca de favorecer a empresa com a concessão para construção da estrada interoceânica, que une Peru ao Brasil. De acordo com o tribunal de contas peruano, a obra teve um custo final de US$ 2,346 bilhões.

O magistrado Richard Concepción, titular do Primeiro Juizado de Investigação da Sala Penal Nacional, declarou fundado o pedido de prisão preventiva solicitado pelo promotor Hamilton Castro, que acusa o ex-presidente de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. 

O juiz rechaçou a solicitação feita pelo advogado de Toledo, o ex-congressista Heriberto Jiménez, para que seu cliente tenha um regime de comparecimento periódico ante a justiça enquanto a investigação é realizada./ AFP e EFE

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