Pesquisa: militares dos EUA crêem que Bush errou no Iraque

Membros das Forças Armadas americanas e seus parentes dizem que o governo Bush subestimou a necessidade de soldados no Iraque e pôs pressão excessiva sobre pessoal da reserva e da Guarda Nacional, que não contam com treinamento adequado, segundo pesquisa divulgada neste sábado. A pesquisa eleitoral nacional Annenberg descobriu que 62% dos militares entrevistados dizem que o governo não mandou tropas em número suficiente para o Iraque, e 59% dizem que o fardo sobre a Guarda Nacional e a reserva é excessivo. Os parentes dos militares se revelam mais críticos em relação ao governo que o pessoal da ativa. E essa crítica vem de uma parcela da população que tem uma visão mais favorável do governo Bush que o restante dos americanos. São 51% dos militares e parentes que acreditam que a divulgação de fotos de caixões envoltos na bandeira elevaria o respeito pelas tropas. O governo americano vem proibindo tais fotos. Em outros resultados, apenas 40% dos reservistas e guardas nacionais se disseram adequadamente treinados e equipados. Oitenta por cento dos entrevistados disseram que os responsáveis pelos abusos contra iraquianos na prisão de Abu Ghraib. E seus superiores imediatos, devem ser punidos. Metade acredita que comandantes de nível médio também devem sofrer punição e 30%, que civis no Pentágono também merecem castigo. A pesquisa ouviu 655 militares da ativa (tanto das forças regulares quanto reservistas convocados) e suas famílias entre 22 de setembro e 5 de outubro, com margem de erro de 4 pontos porcentuais.

Agencia Estado,

16 Outubro 2004 | 13h00

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