EFE/Christie's
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Pistolas de Simón Bolívar são leiloadas por US$ 1,8 milhão em Nova York

As duas pistolas históricas foram fabricadas pelo armeiro oficial do francês Napoleão Bonaparte, Nicolas Noël Boutet

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2016 | 19h03

NOVA YORK - A casa Christie's leiloou nesta quarta-feira, 13, por US$ 1,8 milhão duas pistolas que pertenciam a Simón Bolívar, considerado o pai da independência sul-americana, como parte de uma venda de 36 lotes de interesse histórico especial. A casa de leilões não forneceu informações sobre quem adquiriu os objetos.

As duas pistolas foram os objetos que alcançaram o maior preço da sessão, embora o leilão tenha sido muito rápido e não tenham alcançado o preço máximo inicial de US$ 2,5 milhões que a Christie's esperava. 

As duas pistolas históricas foram um presente do aristocrata e revolucionário francês Marie-Paul Joseph Gilbert Motier, marquês de Lafayette, ao herói da independência, segundo detalhou a casa de leilões.

Lafayette teria sido o primeiro dono dessas pistolas, fabricadas em 1825, o mesmo ano em que o marquês retornou aos Estados Unidos após ter lutado nas guerras de independência.

Ele presenteou as duas pistolas, manufaturadas em Versalhes, ao herói da independência latino-americana depois que Bolívar conseguiu seus triunfos contra a colônia espanhola.

As duas pistolas históricas foram fabricadas pelo armeiro oficial do francês Napoleão Bonaparte, Nicolas Noël Boutet.

As duas armas, que têm gravadas diferentes símbolos de mitologia greco-romana, são consideradas uma das heranças fundamentais de Simón Bolívar por ter pertencido a três gerações distintas.

De fato, acredita-se que elas chegaram às mãos de Bolívar como parte de um presente enviado pela família do primeiro presidente dos EUA, George Washington, que tinha morrido 25 anos antes e era um exemplo revolucionário tanto para Lafayette quanto para Simón Bolívar.

A versão da casa de leilões localiza as pistolas na Europa no fim do século 19 e desde então passaram pelas mãos de diferentes colecionadores de objetos históricos até o novo proprietário estabelecido hoje. / EFE

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