Reuters
Reuters

Polícia americana frustrou ataques de trio em Nova York, diz Justiça

Atentados seriam realizados em 2016 em nome do Estado Islâmico, mas três suspeitos foram presos após ação de agente disfarçado do FBI

O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2017 | 17h21

NOVA YORK - A Justiça americana anunciou na sexta-feira 6 que a polícia do país conseguiu evitar ataques no metrô de Nova York, na Times Square e em shows em 2016 após a prisão de três homens.

+ SUSTO EM LONDRES: Carro invade calçada e atropela pedestres em Londres

Um dos acusados, o canadense Abdulrahman El Bahnasawy, de 19 anos, havia comprado materiais para fabricar bombas e alugado um local para guardar os explosivos, mas foi preso em maio de 2016 em New Jersey, informou o tribunal do distrito sul de Manhattan em comunicado. El Bahnasawy se declarou culpado de crimes de terrorismo, espera sua sentença e pode ser condenado à prisão perpétua.

Talha Haroon, um cidadão americano de 19 anos que mora no Paquistão, planejava viajar para Nova York e realizar os ataques com El Bahnasawy, mas foi preso em setembro de 2016 e agora pode ser extraditado aos EUA.

Os dois suspeitos se comunicavam por meio de aplicativos em seus telefones e queriam realizar os atentados no mês do Ramadã, entre o início de junho e julho de 2016, em nome do grupo extremista Estado Islâmico (EI). Mas um agente disfarçado do FBI (a Polícia Federal americana) convenceu os dois de que era um simpatizante do EI pronto para realizar os ataques com eles. Dessa forma, as autoridades prenderam os dois antes que pudessem concretizar seus planos. 

"Esses americanos precisam de um ataque", dizia El Bahnasawy ao agente disfarçado. Ele contou que desejava "criar o próximo 11 de setembro", em referência aos atentados terroristas que deixaram quase três mil mortos em 2001, os mais mortais da história do país. Haroon disse também que esperava "causar grande destruição aos sujos ímpios".

El Bahnasawy e Haroon declararam a sua lealdade ao EI em comunicações eletrônicas com o agente do FBI e expressaram o seu interesse em cometer atentados em Paris e Bruxelas. O canadense também disse ao agente do FBI que estava em contato com uma filial do EI no Paquistão para conseguir uma autorização para os ataques em Nova York.

Um terceiro suspeito, Russell Salic, um filipino de 37 anos, é acusado de financiar o plano por meio do envio de pouco mais de US$ 400 dólares aos EUA pelo agente disfarçado. Ele foi preso em abril nas Filipinas, de onde a Justiça tenta extraditá-lo. /AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.