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Polícia da Bélgica recebeu informações sobre esconderijo de Abdeslam em dezembro

- Atualizado: 25 Março 2016 | 09h 18

Agente conseguiu manter contato com o suspeito de ser o mentor dos atentados em Paris. No entanto, informações obtidas não chegaram aos serviços antiterroristas do país

BRUXELAS -  A polícia da Bélgica obteve informações sobre o esconderijo de Salah Abdeslam, suspeito de ser o mentor dos ataques em Paris, no início de dezembro, mas elas não chegaram aos serviços antiterroristas do país, revelou nesta sexta-feira, 25, a imprensa local.

Um agente da cidade de Malines soube, no dia 7 de dezembro, que um homem chamado Abid, morador da rua Quatre Vents, em Molenbeek, mantinha contato desde novembro com Abdeslam.

Cartaz divulgado pela polícia francesa pedindo informações para localizar Salah Abdeslam

Cartaz divulgado pela polícia francesa pedindo informações para localizar Salah Abdeslam

Segundo a emissora RTL, o agente ficou doente e comunicou a informação que havia recebido a um companheiro, que redigiu um relatório. O documento, porém, não chegou aos serviços antiterroristas da Polícia Federal ou não foi aproveitado.

A polícia abriu uma investigação interna para esclarecer os motivos de não ter utilizado a informação. Abdeslam foi preso na sexta-feira na mesma rua citada pelo agente.

Se confirmada a falta de comunicação, seria mais uma falha do sistema antiterrorismo da Bélgica. Uma série de erros começou a ser evidenciada após os ataques de Bruxelas na terça-feira, quando 31 pessoas morreram e 316 ficaram feridas.

Um dos equívocos que está ganhando grande dimensão política é a extradição de Ibrahim El Bakraoui, um dos suicidas que detonou explosivos no aeroporto de Zaventem. Ele havia sido enviado à Holanda pela Turquia após ser preso como "combatente estrangeiro" na fronteira com a Síria, e a informação foi repassada ao governo belga, segundo o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Os ministros de Interior e da Justiça da Bélgica devem comparecer em audiência convocada pelo Parlamento do país nesta sexta-feira para esclarecer o erro a respeito da extradição de El Bakraoui.

Contudo, o portal Politico Europe indicou que Abdeslam só foi interrogado por uma hora pela polícia belga desde sua captura na sexta-feira até os atentados de Bruxelas, quatro dias depois. O interrogatório teria se limitado ao envolvimento dele nos ataques de Paris, apesar de vários elementos indicarem a realização de novas ações terroristas. /EFE

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