Francois Mori/AP
Francois Mori/AP

Polícia da França prende 10 suspeitos de ligação com atentado à redação da revista 'Charlie Hebdo'

Operação foi realizada em razão da investigação sobre as armas utilizadas nos ataques; em janeiro de 2015, Amedy Coulibaly sequestrou clientes e funcionários de um supermercado judeu

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2017 | 05h34
Atualizado 26 Abril 2017 | 08h38

PARIS - Cerca de 10 pessoas foram presas desde segunda-feira 24 na França e na Bélgica suspeitas de fornecer armas aos terroristas que realizaram um atentato contra a redação da revista satírica Charlie Hebdo e a um supermercado judeu.

As detenções começaram no início da semana e continuaram na manhã desta quarta-feira, 26, afirmou um porta-voz da Promotoria de Paris.

Ele disse que a operação foi realizada em razão da investigação sobre as armas utilizadas no ataque à redação do Charlie Hebdo, no dia 7 de janeiro de 2015.

Segundo a imprensa francesa, as pessoas detidas entregaram as armas para Amedy Coulibaly, o terrorista que um dia depois do atentado matou um policial em Montrouge, no sul de Paris.

No dia 9 de janeiro de 2015, quando a polícia cercava os dois autores do atentado terrorista, Coulibaly sequestrou clientes e funcionários de um supermercado judeu, também na capital francesa, e assassinou quatro pessoas antes de ser morto pelos policiais.

As investigações sobre as armas de Coulibaly já haviam levado a Claude Hermant, que está preso e foi interrogado após as novas descobertas, segundo o canal BFM TV.

De acordo com os elementos do resumo, Hermant e sua mulher compraram de uma empresa eslovaca as quatro pistolas Tokarev e os dois fuzis Kalashnikov que estavam com Coulibaly no momento do ataque ao mercado judeu.

Hermant contou aos investigadores que em 2014 colaborava como informante da Gendarmaria de Lille, que lhe pediu que se infiltrasse nas redes de tráfego de armas. / EFE

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