EFE/Fazry Ismail
EFE/Fazry Ismail

Polícia da Malásia prende mulher suspeita de matar irmão de ditador norte-coreano

Detida é Doan Thi Huong, nascida em 31 de maio de 1988 em Nam Dinh, no Vietnã; corpo de Kim Jong-nam foi transferido para o Hospital Geral de Kuala Lumpur, onde os legistas determinarão a causa da morte

O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2017 | 08h38

SEUL - A polícia da Malásia prendeu nesta quarta-feira, 15, uma mulher com passaporte vietnamita suspeita de envolvimento na morte de Kim Jong-nam, meio-irmão mais velho do líder norte-coreano Kim Jong-un. A detida é Doan Thi Huong, nascida em 31 de maio de 1988 em Nam Dinh, cidade no norte do Vietnã, indicou o diretor da polícia, Khalid bin Abu Bakar em comunicado.

As autoridades da Malásia haviam divulgado uma imagem de uma das duas suspeitas de assassinar Kim Jong-nam. As câmeras de segurança do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur mostram uma mulher com feições asiáticas, pela clara e cabelo comprido que vestia uma camisa branca e uma saia azul, antes de entrar em um táxi.

Segundo as autoridades, as mulheres teriam atacado a vítima na saída do aeroporto, pulverizando em seu rosto um produto químico, embora alguns veículos de imprensa tenham afirmado que ocorreu uma injeção de veneno. A polícia afirmou que iniciou uma operação de busca para encontrar as envolvidas na ação.

Enquanto isso, o corpo do norte-coreano foi transferido nesta manhã em uma ambulância escoltada por várias viaturas da polícia até o Hospital Geral de Kuala Lumpur, onde os legistas determinarão a causa da morte.

O primeiro-ministro e presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, qualificou a morte de "brutal e desumana", durante seu discurso em uma reunião de emergência convocada nesta quarta-feira pelo Executivo para analisar a morte de Kim Jong-nam.

Nascido em 1971, ele era o filho primogênito do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. Conhecido por se pronunciar publicamente contra o controle dinástico de sua família sobre o governo do país, ele vivia na China. Em 2001, foi preso quando chegou ao Japão com um passaporte falso numa tentativa, supostamente, de visitar a Disney de Tóquio.

Um ex-agente de inteligência americano que monitorou por anos as atividades de Kim Jong-nam avaliou que ele era um potencial alvo do governo de seu país após o meio-irmão ter assumido o poder, em 2011, e conseguido se consolidar como novo líder supremo. / EFE e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.