AP Photo/Bertrand Combaldieu
AP Photo/Bertrand Combaldieu

Paris barra ataque com veículo na Champs-Elysées

Homem de 31 anos dirigia carro com cilindros de gás, fuzil AK-47 e uma pistola; governo acredita que ele planejava detonar automóvel

O Estado de S.Paulo

19 Junho 2017 | 11h26
Atualizado 19 Junho 2017 | 20h32

PARIS - A França frustrou nesta segunda-feira, 19, o ataque de um motorista que jogou contra um carro policial o veículo em que levava cilindros de gás, um fuzil AK-47 e uma pistola. Há indícios de que ele pretendia explodir o automóvel na avenida mais famosa da capital francesa, a Champs-Elysées. O homem foi morto pelos agentes.

“Mais uma vez, as forças de segurança na França foram alvo”, declarou o ministro do Interior da França, Gerard Collomb, indicando que foram encontrados no veículo utilizado na tentativa de ataque “algumas armas e explosivos que poderiam fazer o carro explodir”. 

O setor de combate ao terrorismo da Procuradoria francesa abriu uma investigação. Os policiais afirmaram que ninguém mais se feriu no episódio. Segundo autoridades, o agressor tinha 31 anos e era de um subúrbio de Paris marcado pelo extremismo. O canal BFM TV afirmou que ele já era fichado pelos serviços de inteligência como suspeito de radicalização. 

Dois oficiais que não se identificaram disseram à agência de notícias Associated Press que o suspeito jogou o carro em que estava na direção de um furgão da polícia e o veículo pegou fogo com a batida. Autoridades disseram acreditar que o agressor agiu deliberadamente. 

Collomb afirmou que apresentará nesta quarta-feira um projeto para estender o estado de emergência na França até 1.º de novembro. O prazo terminaria em 15 de julho. Ele afirmou que a situação atual mostra que uma nova lei de segurança “é necessária”.

Permanente. O jornal Le Monde afirmou no mês passado que o presidente Emmanuel Macron pretende transformar a lei em uma norma permanente. A França tem estado sob estado de emergência desde novembro de 2015, após os atentados cometidos pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em Paris. 

No dia 20 de abril, um homem armado trocou tiros com a polícia também na Champs-Elysées. Um agente foi morto e dois ficaram gravemente feridos. Uma turista foi atingida por estilhaços, enquanto o agressor foi abatido por policiais. Horas depois, a autoria do ataque foi reivindicada pelo EI. 

Esse ataque, que resultou na morte do policial, foi o primeiro na capital francesa desde os trágicos atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris e Saint-Denis, que deixaram 123 mortos e 413 feridos. Em 14 de julho do ano passado, um caminhão avançou sobre a multidão em Nice, no sul da França, matando 86 pessoas. / REUTERS, AFP, EFE e AP

 

 

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