Polícia hondurenha dispersa manifestantes pró-Zelaya

A polícia hondurenha reprimiu hoje, com bombas de gás lacrimogêneo, uma manifestação de seguidores do presidente deposto Manuel Zelaya, em San Pedro Sul, no norte do país, segundo o site do diário argentino Clarín. O grupo Resistência Contra o Golpe, formado por movimentos sociais e estudantis, fazia uma demonstração pacífica contra as eleições deste domingo quando foi dispersado pela polícia.

AE-DJ, Agencia Estado

29 Novembro 2009 | 19h39

Boa parte da comunidade internacional, incluindo o Brasil, advertiu que não reconhecerá o resultado das eleições. A disputa presidencial é marcada por tensão e medo e é incerto quantos dos 4,6 milhões de eleitores hondurenhos aparecerão para votar.

Os dois principais candidatos são de partidos conservadores que há anos vêm revezando o poder em Honduras e que têm fortes laços com os militares do país.

Porfirio "Pepe" Lobo, de 61 anos, desponta como favorito nas pesquisas. Do Partido Nacional, Pepe perdeu por uma pequena margem para Zelaya nas eleições de 2005.

Em segundo aparece o engenheiro civil Elvin Santos, de 46 anos. Candidato do Partido Liberal, o mesmo de Zelaya, Santos foi vice do presidente deposto. Ao votar, Santos disse que as eleições são uma lição para o mundo de como um país pode viver em democracia, segundo o site do jornal hondurenho La Tribuna.

Zelaya, que foi deposto depois de insistir em seguir em frente com um referendo sobre sua possível reeleição, apesar da oposição do Judiciário, está abrigado desde 21 de setembro na embaixada brasileira da capital hondurenha, Tegucigalpa. As informações são da Dow Jones.

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