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Reprodução / BBC

Polícia interroga menino muçulmano que disse morar em 'casa terrorista' em redação

Colégio de Lancashire, no norte da Inglaterra, alertou autoridades após jovem trocar - por engano - a grafia da palavra "geminada" (terraced) e por "terrorista" (terrorist)

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O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2016 | 13h20

LONDRES - A polícia britânica interrogou um menino muçulmano de dez anos que escreveu em uma redação na escola que vivia em uma "casa terrorista", quando o que queria ele dizer era que residia em uma "casa geminada", informou a "BBC" nesta quarta-feira, 20.

A confusão em que o menino, que estuda em um colégio no condado de Lancashire, no norte da Inglaterra, se envolveu foi, na verdade, um erro de ortografia entre a forma de escrever em inglês o termo "terrorista" (terrorist, em inglês) e como se chamam as casas geminadas (terraced house, em inglês).

A criança foi interrogada em 7 de dezembro pelos agentes da polícia de Lancashire em sua casa, no dia seguinte ao erro, e a polícia também examinou o computador da família.

Desde julho, os professores britânicos são obrigados por lei a denunciar para as autoridades qualquer incidente que possa representar um alerta sobre um comportamento extremista entre os alunos. A família da criança contou que o que aconteceu os deixou em estado de choque, e querem agora que a polícia e o colégio se desculpem.

A prima do menino afirmou à BBC que "não se deveria pôr um menor em uma situação como esta". "É possível imaginar que isso aconteça com um homem de 30 anos, mas não com uma criança pequena. Se o professor tinha alguma preocupação, deveria ter sido sobre sua ortografia", disse ela, que afirmou que após o incidente a criança "ficou com medo de escrever, de usar sua imaginação".

De acordo com a Lei Antiterrorista e de Segurança, atualizada em 2015, os colégios e universidades do país têm a obrigação de tentar impedir que os alunos se envolvam em atividades terroristas.

Segundo a BBC, a conduta do colégio primário foi criticada por muitos, que consideraram que os professores exageraram por medo de desrespeitar a lei, em vez de usar o bom senso. / EFE

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