Divulgação - Polícia Civil de Roraima
Divulgação - Polícia Civil de Roraima

Polícia prende responsável por ataque contra venezuelanos em Roraima

O guianense Gordon Fowler confessou o crime, e disse que agiu por vingança; delegado do caso afirma que o ataque tem 'traços de xenofobia'

O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2018 | 16h26

BOA VISTA - A polícia civil de Roraima prendeu no sábado, dia 10, o homem suspeito de incendiar casas de venezuelanos em Boa Vista, e deixar cinco pessoas feridas, entre elas uma criança de 3 anos.

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O responsável pelo crime foi o guianense Gordon Fowler, de 42 anos. Ouvido pela polícia, ele disse que “não se arrepende do que fez”, mas que não “pretendia ferir mulheres e crianças”.

Fowler vive em Boa Vista há dois anos, mas não tem residência fixa. No momento em que foi preso, ele carregava três garrafas de álcool, isqueiro e uma garrafa com vestígios de gasolina. 

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A polícia afirmou que Fowler é um “piromaníaco” e que atuou “por vingança” contra os venezuelanos. Ele disse que teve uma bicicleta roubada e que foi agredido por imigrantes da Venezuela. “Ele criou uma aversão geral aos venezuelanos. Podemos falar que, de certa forma, no caso dele, os atos tiveram traços de xenofobia”, disse o delegado que investiga o caso, Cristiano Camapum, aos jornais de Boa Vista.

Gordon Fowler, que é conhecido como 'Jamaica', foi autuado em flagrante por tripla tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, que estavam dormindo no momento dos ataques. “Agora, pelo inquérito aberto vamos indiciá-lo por tentativa de homicídio com as mesmas qualificadoras contra as vítimas do primeiro ataque. Ele foi o autor único, confessou, temos provas testemunhais, vídeos e ainda teremos as provas periciais dos líquidos. A investigação já está praticamente fechada".

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Na casa abandonada onde ele foi preso, no bairro Mecejana, o mesmo onde as vítimas moram, a polícia achou também uma placa de incêndio. Ela estava afixada na porta do cômodo em que ele dormia. O guianense está irregular no Brasil mas, segundo o delegado, não deve ser deportado.

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