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Polícia realiza ação em busca de suspeito de naufrágio

Agência Estado

11 Junho 2014 | 10h 57

Milhares de policiais invadiram, nesta quarta-feira, o enorme complexo de uma igreja em busca de um empresário bilionário que estaria envolvido no naufrágio de uma balsa em abril, acidente que deixou mais de 300 mortos ou desaparecidos.

Autoridades acreditam que Yoo Byung-eun seja o proprietário da embarcação e que supostos atos de corrupção tenham contribuído para o naufrágio. A polícia e a promotoria procuram Yoo há semanas e oferecem uma recompensa de US$ 500 mil por pistas que levem a ele. Yoo, de 73 anos, é integrante de um grupo chamado Igreja Batista Evangélica.

Cerca de 5 mil policiais, alguns usando capacetes e escudos plásticos, invadiam o complexo do grupo em Anseong, ao sul de Seul, informaram oficiais em condição de anonimato. Quatro integrantes da igreja foram detidos por supostamente dar abrigo a Yoo ou ajudá-lo a fugir. Outro integrante do grupo foi preso por supostamente tentar obstruir a ação policial.

Não estava claro se Yoo estava no local no momento da invasão. A polícia informou que ainda estava tentado encontrar e deter mais membros da igreja por supostamente terem ajudado Yoo.

O complexo, que tem o tamanho de 30 campos de futebol, é considerado a sede da igreja. Milhares de fiéis se dirigem ao local para os serviços religiosos nos finais de semana. Na área há produção agrícola, de peixes e um auditório que pode abrigar até 5 mil pessoas, segundo informações da mídia local.

Cerca de 200 membros da igreja se uniram para tentar impedir a ação da polícia cantando hinos, agitando as mãos para o alto e gritando slogans. Uma enorme faixa dizia "Protegeremos Yoo Byung-eun mesmo se 100 mil membros da igreja forem detidos". Não há informações sobre violência no local.

Yoo, presidente da falida empresa que antecedeu a atual operadora de balsas, a Chonghaejin, ainda controlaria empresas nas quais seus filhos e sócios próximos são os maiores acionistas. O governo ofereceu uma recompensa de US$ 100 mil pelo filho mais velho de Yoo e uma de suas filhas foi detida na França no mês passado.

A empresa anterior faliu no final da década de 1990, mas a família de Yoo continuou a operar os serviços de balsa com outras empresas, incluindo uma que, no final, se tornou a Chonghaejin. Fonte: Associated Press.