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Porta-aviões dos EUA visita o Rio

Roberto Godoy - O Estadao de S.Paulo

21 Abril 2008 | 00h 00

USS George Washington participará de manobras conjuntas na região

Grande como três campos de futebol, duas vezes mais alto que a estátua do Cristo Redentor e poderoso como nenhuma outra máquina de guerra, com sua frota de 90 aviões, bombas inteligentes, mísseis diversos - e um provável, mas nunca admitido, arsenal de armas atômicas - o porta-aviões USS George Washington, o CVN 73 da Marinha dos Estados Unidos, é esperado hoje no Rio de Janeiro. O gigante chega protegido pelo sigilo e por medidas de segurança. A hora da entrada em águas da Baía da Guanabara, por exemplo, só será anunciada pela manhã. A chegada pode ocorrer apenas amanhã. O espaço aéreo em torno dos navios é declarado área especial de defesa em tempo integral. O CVN73, que vem com 3.200 tripulantes, vai participar da 49ª Operação Unitas, uma das mais antigas manobras navais conjuntas do hemisfério. Dessa vez integram o ensaio navios e aeronaves do Brasil e da Argentina. De acordo com o tenente-comandante Bill Urban, do navio, o objetivo da missão é "desenvolver a capacidade de operação conjunta - essa relação é uma forma de tornar a região mais segura". Urban destaca que espera "um exercício também para nós; oportunidade de aplicar conhecimentos e promover cooperação multilateral". O porta-aviões permanecerá fundeado na Baía da Guanabara, mas não vai atracar - é grande demais e o pier da base não tem profundidade nem pontos de amarração com a capacidade necessária. "Será possível vê-lo a distância como uma notável estrutura", acredita Urban. O oficial acredita que haverá tempo para que todos os militares a bordo conheçam o Rio. "A tripulação está excitada e ansiosa para conhecer a cidade", afirmou. A epidemia de dengue preocupa. Além de ouvir um briefing a respeito dos cuidados a tomar, cada homem e mulher vai receber um frasco de repelente antes de pisar em terra. O salão de beleza interno prevê 1.500 atendimentos entre quinta-feira e manhã, quando começam as licenças. O CVN73 passou por Recife no dia 15. Um pequeno grupo de convidados almoçou a bordo. O mesmo esquema será seguido amanhã, no Rio. Dessa vez haverá demonstração de operações. O George Washington, é comandado por Dave Dykhoff, capitão que lidera um Grupo de Batalha composto por duas embarcações lançadoras de mísseis, a fragata USS Kauffman e o destróier USS Farragaut. O comandante do conjunto é o contra-almirante Phill Cullom. O Comando da Marinha leva à Unitas 2008 entre 7 e 11 navios - cinco unidades de escolta, um submarino e um navio-patrulha. A Força Aérea também participa, com uma esquadrilha de vigilância marítima e, talvez, aeronaves de ataque de precisão. O porta-aviões A12 São Paulo não vai tomar parte do adestramento. Em reforma e modernização desde 2005, quando foi atingido por um incêndio limitado, a embarcação capitânia da esquadra deveria voltar ao mar neste mês. Não voltará. A previsão é de que isso ocorra ainda esse ano "após os testes necessários depois de um longo período de manutenção". Os caças A-1 Skyhawk embarcados no A12 - dos 23 adquiridos usados no Kuwait no final dos anos 90, apenas dois estão em condições de uso - não vão operar no George Washington. Ontem, em Buenos Aires, a ministra da Defesa da Argentina, Nilda Garré, informou que caças da aviação naval vão realizar testes de pouso e decolagem no CVN73. O destino final do grupo americano é o Porto de Yokosuka, no Japão, onde só deve atracar em agosto. Na base, vai substituir outra força de ataque, a do porta-aviões Kitty Hawk. O George Washington integra uma classe de dez superporta-aviões de propulsão nuclear iniciada em 1975 com o recebimento do USS Nimitz. O último será entregue pelo fabricante, o Newport News Shipbuilding, em meados de 2009. Depois dele virá a série CVN21, um modelo discretamente menor, pouco mais leve, mais veloz e de maior poder de fogo. A primeira unidade será entregue em 2014. COLABOROU ALEXANDRE RODRIGUES

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