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AP Photo/Pablo Martinez Monsivais

Porta-voz da Casa Branca revisa telefones de funcionários para evitar vazamentos, diz CNN

Sean Spicer teria convocado algumas pessoas em seu escritório para transmitir sua frustração com relação à divulgação de informações sem autorização; tanto telefones de trabalho quanto pessoais teriam sido revisados

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O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2017 | 08h24

WASHINGTON - O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, ordenou na semana passada que os celulares de funcionários da residência presidencial americana fossem revisados para evitar vazamentos, segundo a emissora CNN.

Spicer teria convocado os funcionários em seu escritório para transmitir sua frustração pelos vazamentos que aconteceram desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou ao poder no dia 20 de janeiro.

Os funcionários foram convocados para uma "reunião de emergência", garantiram ao site Politico fontes presentes na sala, que detalharam que tiveram de deixar seus aparelhos em uma mesa para uma "revisão".

O porta-voz advertiu que o uso de aplicativos de mensagens de texto encriptadas, como Signal e Confide, representa violação de uma lei federal, de acordo com a CNN, que mencionou "fontes com conhecimento do assunto".

Spicer, acompanhado do advogado da Casa Branca Don McGahn, ainda teria pedido aos empregados que apresentassem seus celulares para comprovar que não utilizavam os aplicativos mencionados, e não estavam em contato com jornalistas de maneira privada.

O porta-voz não só exigiu os telefones de trabalho, mas também os pessoais.

De acordo com a emissora Fox News, que citou como fonte dois funcionários do governo, "cerca de 24 funcionários" receberam o aviso de Spicer para entregar seus celulares.

A revisão foi paradoxalmente divulgada para a imprensa depois que Trump declarou no dia 16 uma guerra aos vazamentos de informação sobre seu governo, que se multiplicaram nas últimas semanas. Ele garantiu então que havia solicitado uma investigação sobre esses atos "criminosos" e os autores pagariam "um preço alto".

"Vamos encontrar os responsáveis pelos vazamentos e eles vão pagar um preço alto por terem divulgado" informações, afirmou Trump durante uma reunião com membros do Congresso na Casa Branca.

Depois, em entrevista coletiva, o presidente anunciou que havia "pedido ao Departamento de Justiça que examinasse" a proliferação de "vazamentos criminosos" sobre informações de seu governo que aparecem nos veículos de imprensa graças a fontes anônimas.

Entre os vazamentos que causaram a indignação de Trump está o que revelou que seu ex-assessor de segurança nacional, Michael Flynn, havia conversado com a Rússia sobre as sanções impostas ao país, algo que motivou a renúncia do funcionário.

Desde a campanha eleitoral de 2016, Trump não deixou de atacar os grandes meios de comunicação que publicam notícias polêmicas sobre ele, e já os chamou inclusive de "desonestos", "inimigos do povo" e difusores de "notícias falsas". / EFE

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