Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Postos de combustível racionam vendas na Coreia do Norte

Alguns estabelecimentos fecharam e outros passaram a atender apenas representantes do governo ou de organizações internacionais

O Estado de S.Paulo

22 Abril 2017 | 01h15

PYONGYANG - Moradores de Pyongyang estão tendo dificuldades para abastecer porque postos de combustível da cidade passaram a limitar os serviços ou mesmo fechar em meio a preocupações com uma eventual escassez. 

Uma placa em um posto na capital da Coreia do Norte dizia na sexta-feira, 21, que as vendas estavam restritas a diplomatas ou a veículos usados por organizações internacionais, enquanto outros fecharam ou não atendiam residentes locais. 

As filas nos postos que tinham combustível estavam muito maiores e os preços, mais elevados. A causa e a duração das restrições são incertas. 

A Coreia do Norte depende fortemente da China para abastecer sua demanda de combustíveis. Mas Pequim tem sido pressionada pela comunidade internacional para endurecer as sanções contra Pyongyang de modo a fazer o país abandonar o desenvolvimento de armas nuclear e mísseis de longa distância. 

A questão da falta de combustível foi levantada em uma coletiva de imprensa do Ministro das Relações Exteriores da China em Pequim depois do jornal chinês Global Times reportar que postos na Coreia do Norte estariam restringindo o serviço e cobrando preços mais altos. 

Mas o porta-voz do ministério, Lu Kang, deu uma declaração ambígua sobre possíveis restrições das entregas de combustível da China. "Vocês deveriam ouvir declarações do governo chinês ou de autoridades. Em relação a afirmações feitas por algumas pessoas ou circulando online, depende de vocês se querem levá-las como referência", disse. 

A oferta de combustível na Coreia do Norte é controlada pelo estado. Militares e ministros de estado têm acesso mais fácil. Muitas cadeias de postos são operadas por diferentes companhias estatais. O tráfego em Pyongyang piorou nos últimos anos. No passado, visitantes ficavam impressionados com a falta de carros circulando nas principais avenidas da cidade. / AP

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