REUTERS/Neil Hall
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Prefeito de Londres anuncia aumento do policiamento após ataque a muçulmanos

Sadiq Khan ressaltou que comunidades muçulmanas terão mais proteção até o fim do Ramadã

O Estado de S.Paulo

19 Junho 2017 | 11h00

LONDRES - O prefeito de Londres, Sadiq Khan, anunciou nesta segunda-feira, 19, um aumento no policiamento da cidade após o ataque desta madrugada, quando uma van atropelou fiéis que saíam da mesquita de Finsbury Park, no norte da cidade.

"Aviso que os cidadãos verão um maior número de policiais nas ruas, principalmente ao redor de mesquitas, até que acabe o período do Ramadã", o mês de jejum sagrado dos muçulmanos, afirmou Khan, acrescentando que "eles foram atacados deliberadamente".

Ao menos uma pessoa morreu e dez ficaram feridas no ataque na Avenida Seven Sisters, tratado como terrorista pela polícia britânica. Todas as vítimas fazem parte da comunidade muçulmana. Um homem suspeito de ser o motorista da van foi preso.

A comissária da Polícia Metropolitana de Londres, Cressida Dick, prometeu mais proteção para as comunidades muçulmanas nos próximos dias. "Esse foi claramente um ataque aos muçulmanos. Tratamos isso como um atentado terrorista. Nós da polícia estamos tão chocados quanto qualquer um dessa comunidade ou ao redor do país. Levamos qualquer tipo de crime de ódio ou violência extremista muito a sério."

Segundo a primeira-ministra britânica, Theresa May, citando investigações preliminares, o responsável pelo atropelamento "agiu sozinho". Em uma declaração à imprensa, a líder conservadora disse que o atropelamento "é um lembrete de que o terrorismo, o extremismo e o ódio adotam muitas formas".

O prefeito londrino também enfatizou que o ataque foi terrorista e ressaltou que a cidade continua sendo forte e unida. "Terrorismo é terrorismo, não importa a motivação."

Reforço

Durante o pronunciamento, após visitar o local do ataque, Khan pediu que mais recursos sejam destinados às forças policiais da cidade. "Essas foram semanas terríveis para Londres. Vimos o terror", destacou o prefeito, lembrando os ataques na Ponte de Londres e no Mercado Borough e, anteriormente, na Ponte de Westminster.

May tem sido muito criticada pelos opositores após os recentes atentados no país em razão dos cortes no policiamento que realizou quando era ministra do Interior, entre 2010 e 2016. O líder trabalhista Jeremy Corbyn chegou a pedir a renúncia da primeira-ministra por "falhas na segurança". /AFP e REUTERS

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