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Internacional

Londres

Prefeito de Londres defende saída do Reino Unido da União Europeia

Boris Johnson desafia David Cameron, que busca apoio para manter o país no bloco

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Estadão Conteúdo

21 Fevereiro 2016 | 16h02

O prefeito de Londres, Boris Johnson, aderiu à campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia. A decisão do prefeito representa um desafio direto ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que lançou hoje uma campanha para ganhar apoio em sua tentativa de manter o país dentro do grupo europeu. Johnson é um político popular e tem sido apontado como um possível futuro primeiro-ministro.

Os britânicos devem decidir, por meio de um referendo, no dia 23 de junho se querem permanecer ou sair do bloco de 28 nações. A questão tem dividido o Partido Conservador de Cameron.

Até agora, nenhum país jamais deixou a UE e várias nações europeias de fora do bloco estão trabalhando para reformar suas economias e sistemas de governança para que possam participar do grupo.

Johnson disse que a decisão lhe trouxe "uma enorme quantidade de sofrimento" por ir contra Cameron e o governo Conservador, mas disse que sentiu que estava fazendo a coisa certa, porque a UE estaria correndo o risco de perder o controle democrático.

A decisão não foi considerada uma surpresa completa porque Johnson por várias décadas criticou a crescente burocracia da UE, primeiro em jornais e revistas e, posteriormente, no Parlamento e na prefeitura.

Entre os que defendem a saída do Reino Unido da UE, estão o secretário de Justiça do país, Michael Gove, e vários ministros.

O primeiro-ministro planeja iniciar o processo formal para o referendo na segunda-feira. Ele vai ao Parlamento britânico para definir os procedimentos para a votação no dia 23 de junho.

Cameron desafia as forças que apoiam a saída britânica da UE, argumentando que isso não diminuiria o fluxo de migrantes para o país. Ele afirma que qualquer novo acordo comercial forjado com a UE se o Reino Unido sair do bloco teria de incluir a livre circulação de mão-de-obra para atender às demandas de Bruxelas. Fonte: Associated Press.

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