1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Premiê do Iraque diz que conflito ameaça a 'paz regional e mundial'

O Estado de S. Paulo

23 Junho 2014 | 11h 49

Maliki se reuniu com o secretário de Estado dos EUA e pediu que comunidade internacional leve a sério a crise após o avanço do Isil

BAGDÁ - O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, afirmou nesta segunda-feira, 23, que o conflito no Iraque ameaça a "a paz regional e mundial". O secretário de Estado americano, John Kerry, se comprometeu a apoiar a luta contra o terrorismo que o país trava.

Maliki e Kerry se reuniram em Bagdá para discutir a crise que o Iraque atravessa, com a ofensiva insurgente e jihadista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil, na sigla em inglês).

Segundo um comunicado do governo iraquiano, Maliki pediu à comunidade internacional que leve a sério a crise, que não representa apenas um perigo para o Iraque. O primeiro-ministro também afirmou que seu país vai cumprir os prazos constitucionais do processo político para a formação de um novo governo e eleição de um presidente.

Durante o encontro, Kerry ressaltou o compromisso dos EUA com o acordo de segurança assinado entre Bagdá e Washington em 2011, informou o comunicado. O documento não cita o pedido das autoridades iraquianas para os EUA lançarem bombardeios aéreos contra os insurgentes sunitas.

Na semana passada, o presidente Barack Obama afirmou que Washington enviará 300 militares ao Iraque para assessorar e auxiliar no combate ao Isil, insistindo que isso não representa reiniciar as operações americanas de combate no país e que a solução ao problema não passa por uma via exclusivamente militar.

Kerry reiterou o compromisso dos EUA de "proteger a segurança e a independência do Iraque" e derrotar as organizações terroristas, à frente delas o Isil. O secretário de Estado chegou nesta segunda a Bagdá em uma visita surpresa no marco de uma viagem pelo Oriente Médio e Europa.

Durante a estadia de Kerry em Bagdá, um ataque contra um comboio que transferia presos deixou pelo menos 37 pessoas mortas, a maioria réus, na província de Babel, ao sul da capital. / EFE