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Premiê iraquiano pede que combatentes saiam da Al-Qaeda

Agência Estado

08 Janeiro 2014 | 11h 57

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, pediu nesta quarta-feira que todos os que juntaram à Al-Qaeda e agora estão sob cerco das tropas do governo na província de Anbar desistam de sua luta, dando a entender que haveria perdão para os que tomassem essa atitude.

Durante seu discurso semanal transmitido pela televisão, al-Maliki também prometeu continuar a "guerra santa" contra o braço local da Al-Qaeda, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, e encerrar as ações para retomar Faluja e Ramadi, ambas localizadas em Anbar, que estão nas mãos dos militantes desde o mês passado.

"Eu convoco aqueles que foram atraídos para ser parte da máquina do terrorismo liderada pela Al-Qaeda que voltem à razão", declarou o premiê. Em troca, ele prometeu que o governo vai "abrir uma nova página para resolver seus casos de maneira que vocês não sejam combustível para a guerra, que é liderada pela Al-Qaeda".

As vitórias conquistadas pelos militantes na província de Anbar, majoritariamente sunita e onde tropas norte-americanas enfrentaram uma forte insurgência durante anos, representa o maior desafio para o governo xiita desde a saída das tropas norte-americanas no final de 2011.

Nesta terça-feira, o governo iraquiano anunciou a morte de 25 militantes ligados à Al-Qaeda durante um ataque aéreo na periferia de Ramadi, capital de Anbar. O Ministério da Defesa não forneceu mais detalhes sobre como chegou ao número de mortos, mas citou relatórios de inteligência. Fonte: Associated Press.