Premier do Iraque atribui massacre a "negligência" dos EUA

O primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, culpou as forças estrangeiras lideradas pelos EUA por "enorme negligência" na emboscada que matou cerca de 50 soldados iraquianos que haviam sido treinados pelos americanos. O premier Allawi disse que a falta de segurança das tropas estrangeiras permitiu a emboscada que causou a morte dos soldados iraquianos. "Houve enorme negligência por parte de algumas forças da coalizão", afirmou. O ataque aos soldados, que voltavam para casa numa licença, ocorreu numa estrada onde os ônibus em que os militares viajavam foram parados, num falso posto de segurança. Allawi disse aos membros do Conselho Nacional Iraquiano que "devem esperar uma escalada nos atos terroristas". Uma investigação sobre o massacre de soldados tenta apurar se houve vazamento de informações ou traição na emboscada. "Provavelmente houve cooperação entre os soldados e outros grupos", disse o vice-governador da província de Diyala, Aqil Hamid al-Adili , à TV Al-Arabiya. "De outra forma, os pistoleiros não saberiam da partida dos soldados do campo de treinamento, nem que eles estavam desarmados". Também hoje, um grupo de rebeldes iraquianos diz ter capturado 11 membros da Guarda Nacional. Os reféns foram tomados numa estrada entre Bagdá e Hila, de acordo com mensagem publicada pelo grupo na internet, juntamente com os nomes dos 11.

Agencia Estado,

26 Outubro 2004 | 14h24

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