EFE/EFRAÍN HERERA
EFE/EFRAÍN HERERA

Presidente da Colômbia renova gabinete para enfrentar situação de pós-conflito com Farc

Juan Manuel Santos nomeou seis novos ministros para compor o que ele chamou de ‘gabinete da paz’, e espera concluir as negociações com a guerrilha até o final deste ano

O Estado de S. Paulo

26 Abril 2016 | 10h47

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, nomeou na segunda-feira seis novos ministros para compor o que chamou de "gabinete da paz", com o qual pretende enfrentar o pós-conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O governo espera concluir até o final deste ano o processo de paz com a guerrilha, com a qual negocia desde 2012 em Havana, e acabar com os 50 anos de violência no país.

O novo gabinete contará com três ministras, entre elas Clara López, presidente do partido de esquerda Polo Democrático, e com um afro-colombiano, informou o presidente, que destacou a "diversidade" e a representatividade regional da nova equipe.

"Será o gabinete da paz (...), do pós-conflito. Por isso será composto por pessoas de todas as regiões e de todas as tendências políticas", disse Santos em um discurso em Bogotá.

Além de Clara, que será a nova ministra do Trabalho, María Claudia Lacouture, diretora do Pró-Colômbia - órgão público de promoção do país no exterior -, assumirá a pasta de Comércio, Indústria e Turismo, enquanto Elsa Noguera, ex-prefeita da caribenha cidade de Barranquilla, estará à frente da Habitação, Cidades e Territórios.

Para substituir o ministro da Justiça, Yesid Reyes, que aspira ao posto de Procurador-Geral da Nação, Santos convocou Jorge Eduardo Londoño, ex-governador de Boyacá e membro do Partido Verde.

O afro-colombiano Luis Gilberto Murillo, do partido Mudança Radical, foi nomeado ministro de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, enquanto Jorge Enrique Rojas, ex-prefeito de Manizales, será o novo ministro dos Transportes.

Na semana passada, Santos designou Germán Arce, do Partido Conservador, para o Ministério de Minas, no lugar de Tomás González.

Santos, que após a saída da ministra da Presidência, María Lorena Gutiérrez, pediu na sexta-feira a "renúncia protocolar" de todo o seu gabinete, anunciou a remodelação do governo visando em breve o acordo de paz com as Farc. /AFP

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