EFE/Tunisian Presidency
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Presidente da Tunísia diz que Nobel da Paz consagra ‘caminho do consenso’

Beji Caid Essebsi afirmou que avanço só foi possível graças ao diálogo; Quarteto Nacional de Diálogo Tunisiano recebeu o prêmio ‘por sua contribuição decisiva para a construção de uma democracia plural’

O Estado de S. Paulo

09 Outubro 2015 | 11h07

TUNES - O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, disse que o Nobel da Paz, consagra “o caminho do consenso” escolhido por seu país para alcançar sua transição política durante a Primavera Árabe.

“Não se trata apenas de uma homenagem ao Quarteto, mas da consagração do caminho que temos escolhido, o de encontrar soluções de consenso”, declarou Essebsi em um vídeo publicado em sua página oficial no Facebook. “A Tunísia não tem outra solução senão o diálogo, apesar das divergências ideológicas.”

Essebsi ainda qualificou a decisão do prêmio como uma boa nova em tempos difíceis. “Nesses tempos difíceis, é importante antecipar e esperar que esse tipo de boa notícia ajude a mostrar que o panorama não é tão ruim”, afirmou.

Em uma mensagem de felicitação aos vencedores, o presidente lembrou que a formação do Quarteto “foi a consagração do princípio que se baseia no consenso” e é adotada desde a reunião na França com o presidente do partido islamista Al Nahda, Rached Ghannouchi. “Nesse dia, o líder islamista se comprometeu a se unir com o Quarteto e os resultados estão aí”, destacou.

Essebsi insistiu que “tudo é graças ao diálogo, nada se faz sem ele”. “Este prêmio, que também apoiei, é merecido. Felicito os membros do Quarteto, as partes que participaram do diálogo e o povo tunisiano”, concluiu.

O Quarteto Nacional de Diálogo Tunisiano recebeu o Nobel da Paz de 2015 "por sua contribuição decisiva para a construção de uma democracia plural".

O sindicato, formado pela União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato (Ugica), a Ordem dos Advogados e a Liga Tunisiana dos Direitos do Homem, foi criado com o intuito de estabelecer pontes entre o partido islamista Ennahda e a oposição laica, de forma a retirar o país de uma profunda crise política iniciada em 25 de outubro de 2013, e que pôs em risco o sucesso da abertura democrática. /AFP e EFE

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