Presidente do Banco Central tailandês é demitido

O governo da Tailândia demitiu hoje o presidente do Banco Central tailandês, Chatu Mongol Sonakul, por causa de um conflito sobre política econômica. A demissão aumentou a tensão no mercado financeiro, pois teme-se que o país não conseguirá superar a crise econômica. A decisão de demitir Sonakul foi tomada durante uma reunião de cabinete, disse o vice-primeiro-ministro Pitak Intrawithayanant. A saída de Sonakul do comando do Banco Central já era prevista. Na semana passada, ele se recusou a aumentar as taxas de juros para depósitos feitos nas poupanças. O primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que segue uma linha populista, pedia para que Sonakul aumentasse a taxa de juros. Thaksin disse que taxas de juros maiores poderiam aumentar o rendimento familiar e incentivar os gastos, evitando assim a evasão de capital estrangeiro, que enfraqueceu o valor da moeda local, o baht, nos últimos meses. Mas analistas, economistas e o Fundo Monetário Internacional (FMI) avisaram que a medida afetaria os custos operacionais dos bancos. Thaksin também rejeitou as acusações de que o governo está interferindo demais na política monetária do Banco Central da Tailândia. Ele disse que seu governo está comprometido com a independência do banco. "O Banco da Tailândia tem uma política econômica independente. Mas eu, na condição de primeiro-ministro, sou responsável pelo sucesso ou falha da economia tailandesa", afirmou o presidente.

Agencia Estado,

29 Maio 2001 | 03h24

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