REUTERS/Eric Vidal
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Presidente do Equador pede renúncia de todos seus ministros

Rafael Correa afirmou que avaliará quais ministro continuarão em seus cargos e quais serão liberados para fazer campanha para a eleição de fevereiro

O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2016 | 15h13

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, pediu a renúncia de todos seus ministros, "uma prática normal" para "analisar o progresso e gestão" no Executivo, informou na quarta-feira, 30, a Secretaria Nacional de Comunicação (Secom).

A Secom afirmou que os ministros e os secretários de Estado "são funcionários de livre nomeação e remoção" e destacou que no governo "a avaliação é permanente". "Neste fim de ano, como aconteceu no passado, o presidente Rafael Correa decidirá durante o mês de dezembro as mudanças que sejam relevantes", afirma o comunicado.

O presidente, em declarações aos jornalistas, disse que vai esperar "o tempo que for necessário" para decidir sobre a composição do Gabinete ministerial e disse que alguns ministros "são especialistas em campanha", por isso considera "deixá-los em tempo integral na campanha" para as eleições de fevereiro de 2017.

Ele disse que "se pede a renúncia de todos" os ministros para poder dar "a liberdade de escolher" e comentou que fará uma avaliação "pasta por pasta". "Vamos ver quem é mais útil na campanha", acrescentou o governante, ressaltando que "a melhor campanha" que se pode fazer "é administrar bem o país até as eleições de fevereiro e, obviamente, até entregar o governo".

Na sua opinião, a situação do país melhorou e se constata "um claro renascimento da economia", assim como a criação de emprego, por isso afirmou que "2017 será um ano de crescimento".

Os ministros do Interior, José Serrano; Educação, Augusto Espinosa, e Eletricidade, Esteban Albornoz, renunciaram seus cargos neste mês de novembro para serem candidatos do movimento governista Aliança País (AP) nas eleições.

O Equador realizará no dia 19 de fevereiro as eleições para renovar o Parlamento e escolher o presidente que substituirá o esquerdista Rafael Correa, no poder há dez anos. / EFE

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