Presidente sírio denuncia 'jogo de palavras' de Israel

Em visita oficial a Paris, o presidente sírio, Bashar Assad, afirmou ontem que Israel "joga com as palavras" e acusou o rival histórico de não estar verdadeiramente disposto a selar a paz com a Síria. Na quinta-feira, o premier israelense, Binyamin "Bibi" Netanyahu, disse que estava disposto a negociar "sem precondições" com o regime de Assad. Embora reconheça a recente melhora na relação entre Washington e Damasco, o líder árabe ainda exortou o governo do norte-americano Barack Obama a envolver-se mais na mediação do conflito árabe-israelense.

AE, Agencia Estado

14 Novembro 2009 | 08h04

Essa é a segunda vez em pouco mais de um ano que o líder sírio visita a França e se encontra com o presidente Nicolas Sarkozy. Damasco e Paris normalizaram relações há um ano. No início da semana, Sarkozy havia recebido Bibi. "A Síria não impõe condições. Temos direitos dos quais nunca abriremos mão", disse Assad, após se reunir com o presidente francês. "Esse jogo de palavras de Israel tem como objetivo alienar nossas demandas e direitos. Isso só acentua a instabilidade na região."

Sob mediação turca, Israel e Síria mantiveram negociações indiretas no ano passado. No entanto, o diálogo foi suspenso por Assad, em resposta à ação militar de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza. "Da nossa parte, queremos a paz", afirmou Assad, em entrevista ao jornal "Le Figaro" publicada ontem.

Os sírios exigem a devolução total das Colinas do Golan, ocupadas por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Israelenses querem o fim do apoio sírio a grupos como o palestino Hamas e o libanês Hezbollah, assim como o encerramento da aliança especial entre Damasco e Teerã. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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