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Presidente ucraniano aceitará eleições antecipadas, diz premiê polonês

Lourival Sant’Anna, Enviado Especial / Kiev - O Estado de S. Paulo

20 Fevereiro 2014 | 17h 17

Após reunir-se com manifestantes e com Viktor Yanukovich, Donald Tusk afirmou também que um 'governo de unidade nacional' pode ser formado

KIEV - Depois de a União Europeia aprovar sanções contra a Ucrânia e de Kiev viver o dia mais sangrento desde o início dos protestos, há três semanas, o presidente Viktor Yanukovich teria admitido antecipar eleições presidenciais e parlamentares, previstas para o ano que vem. Foi o que informou na quinta-feira, 20, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, em sua conta no Twitter, depois de uma reunião em Kiev entre Yanukovich e os chanceleres de Alemanha, França e Polônia.

Yanukovich tem perdido apoio dentro do governista Partido das Regiões. O prefeito de Kiev, Volodymir Makeyenko, e cerca de dez outros membros deixaram hoje a legenda em protesto contra a violência.

Depois de se encontrar com o presidente, os chanceleres se reuniram com os dirigentes dos três principais partidos de oposição. Em seguida, voltaram a falar com Yanukovich. O chanceler polonês, Radislaw Sikorski, contou que a segunda reunião ocorreu em um clima de "pânico", que tiveram de mudar de sala em razão das explosões perto do gabinete do presidente. Os chanceleres continuarão hoje em Kiev tentando intermediar uma saída.

Há algumas semanas, a oposição exigia a antecipação das eleições. Agora, no entanto, pelo menos para os manifestantes na Praça da Independência, isso não seria o suficiente: eles dizem que só deixarão as ruas depois que o presidente renunciar.

A UE decidiu na quinta-feira impedir a entrada em seus países de autoridades ucranianas vinculadas à repressão contra manifestantes, congelar seus depósitos bancários e restringir a exportação para a Ucrânia de equipamento usado pela polícia de choque. Uma proposta de suspender a exportação de armamentos não foi aprovada. As medidas ainda precisam ser regulamentadas em lei.

A chanceler alemã, Angela Merkel, ligou para o presidente russo, Vladimir Putin, e para o americano, Barack Obama. Os três concordaram em tentar estabelecer uma posição comum a respeito da Ucrânia.

Putin, cuja pressão sobre Yanukovich para interromper a adesão da Ucrânia à UE desencadeou as manifestações, em novembro, falou também sobre o assunto com o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

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