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Problemas nas cédulas e demora no transporte das urnas atrasam apuração no Equador

Presidente do Conselho Nacional Eleitoral informou que processo tem ocorrido em velocidade satisfatória, mas que ainda não é possível dizer se haverá segundo turno já que a margem é estreita

Luiz Raatz, enviado especial / Quito, O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2017 | 14h23

QUITO - O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador, Juan Pablo Pozo, disse nesta segunda-feira, 20, que a demora na conclusão da apuração das eleições presidenciais no país se deve a problemas em cédulas que podem ser impugnadas e à demora no traslado de urnas desde áreas mais isoladas no país, principalmente na Amazônia.

Segundo Pozo, o procedimento é normal e a apuração, até então, tem ocorrido numa velocidade satisfatória. “Não é possível dizer se haverá segundo turno porque a margem é muito estreita”, disse ele. “Não chegamos aos 100% da apuração porque há problemas nas atas.”

Militantes da oposição, no entanto, desconfiam que o atraso é uma manobra para fraudar a votação e dar ao candidato governista Lenín Moreno a vitória ainda no primeiro turno. Desde a noite de domingo, partidários do opositor Guillermo Lasso se reúnem diante da sede do CNE para pedir celeridade na apuração.

Segundo o último balanço do CNE, com 88,4% das urnas apuradas, Moreno tem 39,1% e Lasso, 28,3%. Para vencer no primeiro turno, o candidato do presidente Rafael Correa precisa de 40% dos votos com 10 pontos de vantagem para Lasso.

 

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