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Promotor argentino reforça tese de homicídio de Nisman

- Atualizado: 25 Fevereiro 2016 | 14h 33

Pela primeira vez membro do judiciário endossa posição defendida pela família do promotor desde que ele foi encontrado com tiro na cabeça, em janeiro de 2015; opinião, porém, não é vinculante

BUENOS AIRES - Pela primeira vez, um integrante do Judiciário argentino deu um parecer oficial que concorda com a tese de assassinato de Alberto Nisman, promotor encontrado com um tiro na cabeça em seu apartamento em janeiro de 2015. 

Nesta quinta-feira, 25, o promotor-geral da Câmara Penal Ricardo Sáenz sustentou em um texto de 11 páginas que há fundamentos suficientes na perícia independente encomendada pela família de Nisman para considerar que houve um homicídio. A opinião não é vinculante, ou seja, servirá apenas de auxílio para o Tribunal de Apelações que deve definir em março se o caso permanece em mãos da juíza Fabiana Palmaghini. 

Ato em Buenos Aires lembra um ano da morte do promotor Alberto Nisman, em janeiro de 2016

Ato em Buenos Aires lembra um ano da morte do promotor Alberto Nisman, em janeiro de 2016

A família tenta desde o início da investigação levar o caso à Justiça Federal. Para isso, alega que a morte de Nisman está ligada a seu trabalho, a apuração de um crime federal, o atentado contra a Associação Mutual Israelita-Argentina (Amia), que matou 85 pessoas em 1994. 

Eles também relacionam o caso a uma denúncia feita por ele contra a cúpula kirchnerista quatro dias antes de seu corpo ser encontrado no banheiro do apartamento do bairro de Puerto Madero. Nisman dizia ter provas de que a ex-presidente Cristina Kirchner, o ex-chanceler Héctor Timerman e outros funcionários haviam fechado um pacto com o Irã para proteger os acusados do atentado, em troca de acordos comerciais.

Durante o governo kirchnerista, os indícios apontados pela investigação oficial apontavam para um suicídio, embora a promotora encarregada do caso, Viviana Fein, garantisse trabalhar com as duas hipóteses. Fein foi afastada das investigações 11 dias depois da posse de Mauricio Macri.

De acordo com o especialista em legislação penal Hugo López Carribero, Sáenz foi escolhido entre vários promotores de mesma hierarquia para emitir um parecer. "A participação do MP é obrigatória antes de que o tribunal tome uma decisão. Sua opinião será levada em conta, mas não é determinante", disse ao Estado. Sáenz participou das marchas que cobravam uma solução para a morte do promotor e foram consideras pelo  kirchnerismo atos da oposição.

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