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Promotoria inicia investigação sobre gravação de Erdogan

Agência Estado

25 Fevereiro 2014 | 14h 09

O chefe do escritório da promotoria da Turquia abriu nesta terça-feira uma investigação sobre os registros de áudio com as supostas vozes do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan e de seu filho. Na gravação, a voz de Erdogan ordena que seu filho se livre de uma grande quantidade de dinheiro em espécie.

Não estava claro se a investigação foi aberta para determinar a autenticidade da gravação ou se ela representa uma prova criminal contra o primeiro-ministro.

Erdogan reuniu-se com o chefe da inteligência turca pouco depois de a gravação começar a disseminar pela rede. As vozes discutem formas para fazer desaparecer uma grande quantidade de dinheiro de um determinado local. Comunicado emitido pelo gabinete de Erdogan diz que as gravações foram fabricadas de forma imoral e que ações legais serão tomadas contra os criminosos.

Devlet Bahceli, líder da legenda de extrema-direita Partido de Ação Nacionalista, disse nesta terça-feira que as gravações são "surpreendentes" e pediu à promotoria e a outros organismos judiciais que intervenham no caso. Ele disse que Erdogan "não deve sequer pensar em" escapar da responsabilidade ao afirmar que os registros de áudio foram editados.

O Partido do Povo Republicano, o principal da oposição turca, pediu a renúncia de Erdogan, afirmando que o governo perdeu a legitimidade.

Nesta terça-feira, Erdogan criticou seus inimigos turcos e estrangeiros que, segundo ele, conspiram para derrubar seu governo e mais uma vez disse que as gravações são falsas. "Este é um ato traiçoeiro contra o primeiro-ministro da Turquia", afirmou ele. Seus partidários gritavam "fique firme, não se renda, o povo está com você".

A Associated Press não pôde afirmar a autenticidade dos registros de áudio, que teriam sido gravados em 17 de dezembro, quando os filhos de três ministros do gabinete de Erdogan foram detidos por causa de uma investigação sobre corrupção.

O governo afirma que as investigações foram orquestradas por seguidores de um movimento islâmico moderado, liderado pelo clérigo Fethullah Gulen, que supostamente se infiltrou na polícia e no judiciário turcos. Gulen nega envolvimento no caso.

Segundo Erdogan, o grupo quer desacreditar o governo antes das eleições locais, que acontecem em março, e do pleito presidencial, marcado para agosto. Fonte: Associated Press.

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