Propostas da Grécia não satisfazem credores, dizem funcionários da troica

As propostas da Grécia para o programa de resgate revisado não foram suficientemente detalhadas para satisfazer os credores internacionais do país, afirmaram autoridades da zona do euro.

Estadão Conteúdo

29 Março 2015 | 15h25

Membros do governo grego estavam em Bruxelas neste fim de semana para apresentar propostas aos representantes da troica, formada pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) que representam os credores internacionais. Conquistar a aprovação do grupo era essencial para que a Grécia garantisse o acesso aos fundos do pacote de resgate e restaurasse a linha de empréstimo normal do BCE.

O governo grego está enfrentando uma terrível escassez de dinheiro: deve pagar salários e pensões no final do mês e quitar dívidas com o FMI em 9 de abril. Embora as negociações deste fim de semana tenham sido, segundo as autoridades, amigáveis, a desconfiança no âmbito político continua a afetar as relações entre o governo em Atenas e o resto da zona do euro.

Após uma reunião na semana passada entre o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a Grécia afirmou que submeteria uma lista de propostas de resgate aos seus credores, na segunda-feira. Os representantes da troica esperavam que as discussões durante esse fim de semana ajudaram a garantir que a lista estivesse praticamente em linha com as demandas dos credores. Mas os representantes da troica disseram que as propostas da Grécia careciam mais uma vez de detalhes essenciais.

"As propostas foram dispersas, vagas e os colegas gregos não conseguiam explicar tecnicamente o que algumas delas realmente implicam", disse um funcionário da zona do euro. "Então, vamos esperar que eles apresentem algo mais apropriado na próxima semana."

Representantes de Finanças da zona do euro realizarão uma teleconferência, na próxima quarta-feira, para discutir a situação, afirmaram as fontes. No entanto, elas disseram que é improvável que os ministros da zona do se reúnam antes de meados de abril para fornecer mais ajuda à Grécia. Isso significa que Atenas terá que juntar dinheiro para pagar salários e pensões no final do mês e fazer um reembolso de 460 milhões de euros de dívida ao FMI em 9 de abril. Mesmo que os ministros se reúnam, a Grécia precisará aprovar parte desses propostas no Parlamento Grego. Fonte: Dow Jones Newswires.

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