AFP PHOTO / FEDERICO PARRA
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Protesto antichavista em Caracas tem confrontos

Deputados de oposição são feridos durante ato, que deve ser maior amanhã; governistas marcharão na mesma hora e lugar

Cristiano Dias - Enviado Especial / Caracas, O Estado de S. Paulo

03 Abril 2017 | 21h20

Protestos convocados por governo e oposição para terça-feira, 4, na mesma região aumentaram a tensão em Caracas. Nesta segunda-feira, 3, Juan Requesens, deputado do partido opositor Primero Justicia, foi agredido com pedras por militantes chavistas que patrulham as ruas da cidade. Requesens sofreu um corte profundo do supercílio. 

Ex-dirigente estudantil, ele foi líder do movimento de universitários pela libertação de presos políticos durante as manifestações de 2014 contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Na confusão, José Brito, também deputado do Primero Justicia, foi agredido e fraturou uma costela.

Testemunhas disseram que os agressores faziam parte de um coletivo chavista. Esses grupos podem ser vistos pelas ruas de Caracas vestidos como civis, com capacetes pretos, rádios de comunicação portáteis e uma pochete pouco discreta na cintura. 

No domingo, foi preso Roberto Henríquez, diretor do partido opositor Copei. Ele estaria detido na sede da Divisão de Contrainteligência Militar, acusado de traição à pátria e por incentivar a violência. 

Adán Chávez, ministro da Cultura e irmão de Hugo Chávez, convocou uma manifestação para amanhã, às 10h (11h em Brasília) na sede da Defensoria Pública. A marcha deve seguir até a Assembleia Nacional. No mesmo horário, a 4 quilômetros dali, na Praça Venezuela, haverá uma manifestação antichavista. O destino é o mesmo.

Governo e oposição se enfrentam em razão da decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), na semana passada, de assumir os poderes da Assembleia Nacional. Maduro recuou, mas agora os opositores exigem a destituição dos juízes responsáveis pelo que classificam de “golpe de Estado”.

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