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Protesto em Caracas termina em confronto entre manifestantes e policiais

Luiz Raatz, enviado especial - O Estado de São Paulo

22 Fevereiro 2014 | 20h 28

Cerca de 500 estudantes entraram em confronto com a Guarda Nacional Bolivariana na noite deste sábado; reportagem do Estado flagrou quatro prisões

A Guarda Nacional Bolivariana (GNB)  reprimiu no começo da noite deste sábado, 22,  uma manifestação de estudantes na Praça Altamira, na zona leste de Caracas, na Venezuela.  No fim da tarde, o clima pacífico das manifestações foi mais uma vez substituído pelo confronto e pela violência. Enquanto Maduro falava em rede nacional de rádio e TV um grupo de cerca de 500 estudantes entrou em confronto com a polícia.

 Num primeiro momento, as forças do governo apenas impediam o avanço dos manifestantes para além da praça. Segundo manifestantes que estavam no local, ao contrário dos dias anteriores, quando a GNB isolava apenas uma das avenidas que saíam de Altamira, dessa vez cercaram todas as ruas que rodeiam a praça.

No começo da noite, os policiais avançaram sobre a praça. Balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo foram disparadas contra a multidão. Uma das bombas caiu perto de onde estava a reportagem do Estado fazendo uma entrevista.

"A repressão sempre é maior quando Maduro fala em cadeia. Na quarta-feira eu tive de me esconder num prédio com dois outros estudantes para não ser presa", disse ao Estado a estudante Aranxtsa Pomonty, de 18 anos. "Eles esperam a noite para reprimir."

A manifestação se dispersou e a GNB avançou pela Avenida Francisco de Miranda na direção do distrito de Chacao. Os estudantes responderam tentando erguer barricadas com lixo queimado na rua. A reportagem do Estado viu ao menos quatro manifestantes sendo presos pela polícia.