Thomas Mukoya/ Reuters
Thomas Mukoya/ Reuters

Violência pós-eleitoral no Quênia deixa ao menos 24 mortos

Reeleição de Uhuru Kenyatta foi contestada pela oposição, que acusa a polícia de ter matado mais de 100 pessoas

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2017 | 08h20
Atualizado 12 Agosto 2017 | 16h20

NAIRÓBIA- Ao menos 24 pessoas morreram entre ontem e este sábado, 12, em uma onda de violência provocada pelo resultado das eleições presidenciais no Quênia, segundo um levantamento de ONGs independentes. A reeleição de Uhuru Kenyatta, com 54% dos votos, foi contestada pela oposição, que denunciou fraude.

O partido do segundo colocado na disputa, Raila Odinga, acusou as forças de segurança de provocarem o confronto e disse que o número de mortos pode chegar a 100. Após a vitória, Kenyatta prometeu “estender a mão” a Odinga.

Os corpos de nove jovens mortos durante a noite na favela de Mathare, em Nairóbi, foram levados ao necrotério da cidade, disse uma fonte policial. Os homens foram mortos durante operações da polícia para evitar saques e depredações, acrescentou a autoridade.

Separadamente, uma menina foi morta em Mathare por tiros esporádicos” da polícia, segundo uma testemunha. O bairro é leal ao líder da oposição Raila Odinga, de 72 anos, cujo partido rejeitou a votação de terça-feira".

Um repórter da Reuters em Kisumu, centro da violência étnica pós-eleição uma década atrás, quando 1,2 mil pessoas morreram em todo o país, disse que gás lacrimogêneo e tiros foram disparados. Um homem foi morto, disse uma autoridade do governo.

Apelo. A coalizão opositora queniana Super Aliança Nacional (NASA, na sigla em inglês) exigiu neste sábado à polícia que pare de matar seus seguidores, aos quais pediu calma e que não se deixem provocar nos protestos que protagonizam após a reeleição do presidente Kenyatta.

“A Constituição garante o direito a protestar pacificamente”, lembraram em uma coletiva de imprensa dirigentes do partido de Odinga. “Estamos pregando uma mensagem de paz, igual aos nossos seguidores, que deveriam ter permissão para demonstrar seu descontentamento.”/ REUTERS, WASHINGTON POST e EFE

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