Alexei Druzhinin/Sputnik/Kremlin pool via AP
Alexei Druzhinin/Sputnik/Kremlin pool via AP

Putin e Trump buscam 'resolver situação perigosa' sobre Coreia

Em conversa telefônica, líderes dos dois países tentaram encontrar soluções para o conflito com o regime liderado por Kim Jong-Un

O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2017 | 07h25

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o mandatário russo, Vladimir Putin, conversaram na quinta-feira, 15, por telefone, sobre como "resolver a situação muito perigosa" com a Coreia do Norte, de acordo com um comunicado da Casa Branca.

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"Os dois presidentes discutiram trabalhar juntos para resolver a situação muito perigosa na Coreia do Norte", disse o breve comunicado. Na quinta, o presidente russo realizou sua tradicional entrevista coletiva anual de fim de ano, onde, perguntado sobre sua avaliação do primeiro ano de Trump à frente da Casa Branca, disse que vê "algumas conquistas importantes".

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Em particular, o chefe do Kremlin se referiu ao crescimento dos mercados devido à "confiança dos investidores na economia americana e no que faz o presidente Trump". Durante a conversa, "Trump agradeceu a Putin pelo reconhecimento do sólido desempenho econômico dos EUA".

Na sua entrevista coletiva em Moscou, Putin também disse deseja normalizar as relações com Washington, e destacou que "há muitos assuntos" em que os dois países podem "unir forças", entre eles a luta contra o terrorismo internacional.

O líder russo afirmou, no entanto, que a suposta intervenção russa na campanha eleitoral dos Estados Unidos é uma invenção dos opositores ao presidente Donald Trump, para deslegitimá-lo. Ele acrescentou que fazem essas acusações "sem entender o prejuízo que causam à situação política interna dos EUA".

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"Isto quer dizer que simplesmente não respeitam os eleitores que votaram nele (Trump)", resumiu. Putin reiterou que as acusações contra o ex-embaixador russo em Washington Sergei Kislyak de ter interferido na campanha eleitoral por causa dos seus contatos com pessoas do entorno de Trump não têm o menor cabimento.

Mais de 1.600 jornalistas nacionais e estrangeiros participaram da tradicional entrevista coletiva que Putin dá todos os anos nesta época e que é transmitida ao vivo pela televisão.

Solução. Nesta semana, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, propôs iniciar conversas diretas com a Coreia do Norte, recuando da exigência americana crucial de que primeiro Pyongyang precisa aceitar que abdicar de seu arsenal nuclear seria parte de qualquer negociação.

A nova abordagem diplomática de Tillerson surge quase duas semanas depois de a Coreia do Norte ter dito que testou com sucesso um novo Míssil Balístico Intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) que coloca em tese todo o território continental dos EUA ao alcance de suas armas nucleares. / EFE e AFP

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