AFP PHOTO / SPUTNIK / Mikhail KLIMENTYEV
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Putin elogia êxito militar de Assad antes de cúpula sobre Síria

Líder sírio está na Rússia e se reuniu com o presidente russo na segunda-feira, segundo a imprensa local

O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2017 | 18h20

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, elogiou nesta terça-feira, 21, o sucesso militar do presidente sírio, Bashar Assad, contra milícias sunitas e o Estado Islâmico. Os dois se encontraram a dois dias de uma cúpula com Irã e Turquia sobre o conflito na Síria.

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Assad está na Rússia e se reuniu com Putin na segunda-feira. Segundo imagens retransmitidas pela televisão, Putin parabenizou o presidente sírio por seus resultados na luta contra o terrorismo. “No que diz respeito ao nosso trabalho comum na luta contra o terrorismo na Síria, esta operação chega ao seu fim”, afirmou Putin. “Acredito que tenha chegado a hora de passar ao processo político".

“Não queremos olhar para trás. Damos as boas-vindas a todo aquele que estiver realmente interessado em um acordo político”, respondeu o presidente sírio.

Após ajudar Assad a ganhar terreno contra os rebeldes e extremistas, Putin quer relançar o processo de solução política para a guerra na Síria, que deixou mais de 330 mil mortos e milhões de deslocados desde 2011.

Putin informou ao presidente americano, Donald Trump, do conteúdo da conversa que teve com o presidente sírio, informando-o, principalmente, que Damasco é favorável à celebração de eleições legislativas e presidenciais, anunciou o Kremlin.

“Vladimir Putin informou Donald Trump dos principais resultados de um encontro com Bashar Assad, realizado em 20 de novembro, e ao curso do qual o dirigente sírio confirmou seu compromisso com o processo político, a reforma constitucional e as eleições legislativas e presidenciais”, informou o governo russo.

Apesar da complicada relação entre Moscou e Washington, e das críticas recíprocas por essa questão, os dois chefes de Estado publicaram em 11 de novembro um comunicado conjunto excluindo qualquer "solução militar" para o conflito na Síria. /AFP

 

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