Putin nega que declaração foi apoio a Bush

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que suas declarações de que o terrorismo no Iraque tem como objetivo impedir a reeleição de George Bush não significam apoio ao presidente americano no pleito. "Respeitamos incondicionalmente qualquer escolha feita pelo povo americano", disse. "Não queremos prejudicar as relações com nenhum candidato". Putin também destacou que ainda discorda com Bush sobre a invasão do Iraque, à qual a Rússia se opôs com veemência. "A Rússia sempre foi contra as operações militares no Iraque", lembrou o líder do Kremlin. Apesar de diferenças, Bush e Putin têm cooperado estreitamente na guerra internacional contra o terrorismo, com a Rússia aceitando a presença de tropas dos EUA em antigas repúblicas soviéticas na Ásia para agirem no Afeganistão. Em troca, a administração Bush tem feito vista grossa para a guerra de Moscou na república separatista da Chechênia, que a Rússia alega estar sendo alimentada por grupos terroristas internacionais. Em junho, Putin pareceu ter apoiado as garantias de Bush de que o Iraque de Saddam Hussein era um ameaça, dizendo que a Rússia havia notificado Washington de que o regime de Saddam preparava ataques contra os Estados Unidos e seus interesses no exterior. Nenhum detalhe foi acrescentado, e Putin acrescentou que a advertência não fez Moscou mudar sua oposição à guerra no Iraque.

Agencia Estado,

18 Outubro 2004 | 19h13

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