Khalil Ashawi/Reuters
Khalil Ashawi/Reuters

Putin qualifica como ‘ataque informativo’ as denúncias de que Rússia matou civis

Em reunião do Conselho de Direitos Humanos, presidente russo disse estar preparado para os ‘ataques dos noticiários’

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 12h01

MOSCOU - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificou nesta quinta-feira, 1, de "ataque informativo" as denúncias e publicações na imprensa ocidental de que os primeiros bombardeios da aviação russa na Síria realizados ontem teriam causado a morte de 36 civis.

"Estamos preparados para esses ataques dos noticiários. A primeira notícia sobre vítimas entre a população civil apareceu antes de nossos aviões decolarem", disse Putin durante uma reunião do Conselho de Direitos Humanos.

O chefe do Kremlin ressaltou que "outros países estão há mais de um ano atacando o território sírio sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e sem a correspondente solicitação das autoridades oficiais sírias".

"Já nós temos essa solicitação e temos intenção de lutar exatamente contra as organizações terroristas", ressaltou Putin.

Pouco antes, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, garantiu que os alvos dos ataques aéreos russos na Síria se dirigem exclusivamente contra os jihadistas e são decididos em coordenação com o Ministério da Defesa sírio.

"É preciso ter muito cuidado com todas as informações que aparecem atualmente, porque muitas vezes são deformadas e falsas", afirmou Peskov.

O presidente da opositora Coalizão Nacional Síria, Khaled Joia, afirmou que os bombardeios russos de quarta-feira no norte da província síria de Homs mataram 36 civis e foram dirigidos a um território que não tem a presença do Estado Islâmico (EI).

O Senado da Rússia autorizou o uso das forças aéreas russas na Síria respondendo a um pedido de Putin, que por sua vez recebeu um pedido de ajuda militar por escrito do líder sírio, Bashar Assad.

Em seu primeiro discurso na Assembleia-Geral da ONU após dez anos de ausência, Putin afirmou ser um "grave erro" não ajudar Assad em sua luta contra os jihadistas. /EFE

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