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Quatro razões para Maduro ficar em Caracas

O Estado de S. Paulo

11 Março 2014 | 23h 21

1. A morte da chilena Gisella Rubilar, de 47 anos, - que ocorreu durante as manifestações na cidade de Mérida - dominou o debate público na Venezuela nas últimas horas. Foi a primeira vítima estrangeira dos protestos. Caracas busca outras maneiras para lidar com o episódio. Maduro assegurou que os responsáveis pela morte de Gisella serão castigados. Com a presença do presidente em Caracas, fica mais fácil para as autoridades políticas decidirem como tratarão o caso, sem sofrer a pressão imediata dos meios de comunicação chilenos.

2. Em Caracas, Maduro conseguiu evitar as manifestações de venezuelanos residentes no Chile e simpatizantes da oposição, que prometeram, nos últimos dias, receber o presidente em Santiago com protestos que ofuscariam a posse. Eles planejavam pedir o fim dos "atropelos" aos direitos e liberdades na Venezuela.

3. O governo venezuelano se mantém pleno com seu chefe de Estado o liderando. Ainda que Maduro se ausentasse por um breve período para a cerimônia, deixar o país no ponto alto das manifestações poderia complicar a situação, com Caracas perdendo o controle sobre a crise social e política que atinge o país.

4. No Chile, seria praticamente impossível para Maduro evitar o contato com os vários meios de comunicação presentes para cobrir a posse de Bachelet. Abordar o presidente e a crise na Venezuela seria uma atividade obrigatória para a mídia estrangeira presente no Chile, que seria obrigado a falar sobre os últimos eventos ocorridos em sua gestão. / AP