Rebeldes ameaçam invadir petrolíferas no Sudão do Sul

Os rebeldes do Sudão do Sul informaram nesta terça-feira que capturaram a cidade de Bentiu e que emitiram um ultimato às companhias petrolíferas do entorno para encerrar a produção e demitir os trabalhadores, sob ameaça de invasão das instalações.

AE, Agência Estado

15 Abril 2014 | 12h45

Houve confrontos entre rebeldes e soldados da Organização das Nações Unidas (ONU), que resgataram dez funcionários da petrolífera russa Safinat, cinco deles feridos. Duas pessoas estão em estado grave.

"Nossas forças concluíram as operações de limpeza em torno de Bentiu na manhã desta terça-feira, enquanto outras unidades de combate estão perseguindo militares do governo na região norte do país", disse o general rebelde Lul Ruai Koang. "A recaptura de Bentiu marca a primeira fase da libertação dos campos de petróleo das forças antidemocráticas e genocidas do presidente Salva Kiir", afirmou.

Koang, que é comandante dos rebeldes, pressionou as empresas petrolíferas que operam nas áreas controladas pelo governo para encerrarem imediatamente a produção de petróleo e demitir os empregados dentro de uma semana. O general informou ainda que o não cumprimento dessa imposição fará com que as tropas invadam os terminais, o que pode ameaçar a segurança dos funcionários.

Apesar das alegações de Koang, o porta-voz militar do Sudão do Sul, coronel Philip Aguer, disse que a luta ainda está em curso e a situação de Bentiu ainda não é clara.

A violência irrompeu na capital do país, Juba, em 15 de dezembro do ano passado e se espalhou rapidamente, dividindo o país de 10,8 milhões de habitantes, e sem saída para o mar, em posições com base na etnia: de um lado os Nuers - povo ao qual ex-vice-presidente Rick Machar pertence - e de outro, os Dinkas, do qual o presidente Salva Kiir é originário. Acredita-se que milhares de pessoas morreram e mais de um milhão tiveram de sair de suas casas. Fonte: Associated Press.

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