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Rebelião em presídio no México deixa ao menos 52 mortos e 12 feridos

- Atualizado: 11 Fevereiro 2016 | 15h 12

Confusão no presídio de Topo Chico, em Monterrey, no Estado de Nuevo León, teria começado depois de duas facções que atuam no local se desentenderem em suposta tentativa de fuga de detentos

CIDADE DO MÉXICO - Ao menos 52 pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas nesta quinta-feira, 11, em um motim no presídio mexicano de Topo Chico, em Monterrey, no Estado de Nuevo León, informou o governador Jaime Rodríguez Calderón. A rebelião ocorre na véspera da visita de cinco dias que o papa Francisco fará ao país.

"Podemos confirmar a morte de 12 pessoas", disse Rodríguez Calderón, que também confirmou que "não há mulheres e crianças entre os feridos e nenhum preso fugiu". 

Motim em prisão mata mais de 50 no México
REUTERS/Daniel Becerril
Motim no México

Um motim em um presídio mexicano de Topo Chico, em Monterrey, no Estado de Nuevo León, pode ter deixado mais de 50 mortos, segundo a imprensa local.  

Em entrevista coletiva, o governador reconheceu que "os acontecimentos são lamentáveis e dolorosos" e qualificou de tragédia o incidente. Rodríguez Calderón disse que o motim foi causado em razão da "tão difícil situação pelo qual estão passando os centros penitenciários" mexicanos.

O governador explicou que a rebelião começou por volta das 23 horas de quarta-feira (3h30 de quinta-feira em Brasília) depois de um "enfrentamento entre presos" de duas facções que atuam dentro do presídio.

De acordo com fontes do governo mexicano, porém, por trás da confusão pode estar uma fracassada tentativa de fuga em massa da prisão, quando um grupo de presos provocou um incêndio para distrair os guardas do presídio enquanto outros reclusos tentavam fugir.

Segundo testemunhas citadas pela imprensa, no parte de fora da cadeia foram escutadas explosões, assim como gritos dos internos, enquanto as forças de segurança rodearam o local e fecharam os acessos para evitar a fuga de presos. 

O governador de Nuevo León garantiu ainda que "o uso de armas de fogo" e a fuga de detentos foram completamente descartadas pelas autoridades. / EFE

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