1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Refugiado sírio é convidado para o discurso do Estado da União de Obama

- Atualizado: 04 Fevereiro 2016 | 12h 07

Presidente americano fará amanhã seu último discurso do Estado da União, no qual apresentará seu plano para o último ano na Casa Branca

WASHINGTON - Um recém-chegado refugiado sírio com uma impressionante história e um soldado reformado americano muçulmano estão entre os convidados da Casa Branca para o último discurso do Estado da União de Barack Obama na terça-feira, 12.

A Casa Branca anunciou neste domingo os nomes dos convidados para se juntarem a Michelle Obama no salão da Câmara dos Deputados em que legisladores, juízes da Suprema Corte e outros dignatários se reunirão para ouvir o presidente falar sobre suas metas para o ano. A decisão da primeira-dama sobre os convidados para o pronunciamento frequentemente destaca as prioridades do presidente, e neste ano não será diferente.

Obama parabenizou decisão britânica de bombardear o EI também na Síria

Obama parabenizou decisão britânica de bombardear o EI também na Síria

Um dos convidados, Refaai Hamo, chegou em Detroit em 18 de dezembro com seus filhos sobreviventes - três filhas e um filho - depois de passarem dois anos na Turquia. Ele fugiu da Síria depois que um míssil lançado pelo governo sírio destruiu o complexo onde ele e sua família moravam, informou a Casa Branca. A mulher de Hamo, uma de suas filhas e cinco outros membros da família morreram.

Na Turquia, Hamo foi diagnosticado com câncer de estômago. Depois de obter status de refugiado nos Estados Unidos, ele e seus filhos agora estão tentando construir uma nova vida em Troy, Michigan, um subúrbio de Detroit.

A seleção de Hamo é uma resposta afiada dos Obama para aqueles republicanos do Congresso que, em um voto preliminar, desejam bloquear a entrada de refugiados sírios no país, por medo de que terroristas estejam entre eles.

Ao lado de Michelle Obama também estará Naveed Shah, um muçulmano e soldado americano reformado, que era criança quando seus pais migraram para o país do Paquistão. Shah entrou no exército em 2006 e serviu no Iraque.

O simbolismo aí também é inconfundível, em um momento no qual Donald Trump, o pré-candidato republicano à Presidência, tem levantado sentimentos anti-islâmicos entre alguns americanos, propondo temporariamente banir todos os muçulmanos do país.

Um lugar ficará vazio na terça-feira em homenagem às vítimas da violência com armas, no marco da luta de Obama contra a oposição republicana para endurecer as leis sobre a posse de armas.

Jum Obergefell, cujo pedido anti-discriminação levou a Suprema Corte a legalizar o casamento homossexual em todo o país no ano passado, estará entre os convidados.

Oscar Vazquez, que chegou criança nos Estados Unidos antes de voluntariamente voltar ao México já adulto e lutar para conseguir um status legal nos Estados Unidos, respaldará o apoio de Obama para regularizar milhões de imigrantes sem documentação.

Os outros convidados incluem o sargento Spencer Stone, que ajudou a interromper o ataque terrorista em um trem na Franca no ano passado; Lisa Jaster, uma das três primeiras mulheres que se formaram na árdua e de elite escola Ranger do Exército americano, e Satya Nadella, uma engenheira indiana que é fã de cricket, poeta e chefe-executiva da Microsoft. / AFP

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em InternacionalX