Ameer Alhalbi|AFP
Ameer Alhalbi|AFP

Regime sírio recupera Cidade Antiga de Alepo

Ao menos 15 pessoas, incluindo uma criança, morreram hoje em combates na cidade durante ofensiva de Assad, que matou 369 civis nos últimos dias

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2016 | 13h35

As forças do governo sírio assumiram o controle de toda a Cidade Antiga de Alepo, seu coração histórico, após a retirada dos rebeldes, cada vez mais asfixiados em seu antigo reduto. Este avanço acelera o êxodo da população: 80 mil pessoas fugiram da zona leste de Alepo desde o início, em 15 de novembro, da ofensiva do regime, informou nesta quarta-feira a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os deslocados buscaram refúgio nos bairros controlados pelo governo na zona oeste da cidade e em áreas controladas pelas forças curdas, explicou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane. Os combatentes rebeldes se retiraram das partes da área antiga que ainda controlavam depois que as tropas do regime de Bashar al-Assad reconquistaram os bairros vizinhos de Bab al-Hadid e Aqyul.

"Recuaram pelo temor de um cerco na área antiga", explicou a ONG. O Exército sírio e seus aliados avançam rapidamente na parte leste de Aleppo e já controlam mais de 75% da área, incluindo toda a parte ao leste da cidadela histórica.

Centro turístico de Alepo, a Cidade Antiga de Alepo abrigava hotéis e restaurantes, totalmente desertos desde o início da guerra.

Durante a noite, o exército executou intensos bombardeios em áreas ainda controladas pelos rebeldes, como o bairro de Al-Zabdiya, segundo o OSDH.

Mortes. Ao menos 15 pessoas, incluindo uma criança, morreram na terça-feira na zona leste de Alepo. Ao todo, ao menos 369 civis, entre eles 45 crianças, morreram nesta área desde o início da ofensiva.

Do outro lado, a zona oeste da cidade, controlada pelo regime, é alvo diário de tiros rebeldes, que provocaram a morte de 92 civis, incluindo 34 crianças, desde o dia 15. Além disso, um coronel russo, Ruslan Galitsky, assessor militar na Síria, morreu em Alepo após um bombardeio dos rebeldes, anunciou nesta quarta-feira o exército russo. /AFP

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