AFP PHOTO / POOL / Stefan Rousseau
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Relatório aponta que ‘Brexit’ deve alterar equilíbrio político em Gibraltar e Malvinas

Documento elaborado pelo comitê de Política Externa da Câmara dos Comuns revelou uma preocupação por parte da administração dos dois territórios por possível perda de proteção com saída da Grã-Bretanha da União Europeia

O Estado de S. Paulo

26 Abril 2016 | 08h51

LONDRES - Um relatório parlamentar divulgado na segunda-feira alerta que uma eventual saída da Grã-Bretanha da União Europeia, conhecida como "Brexit", pode alterar o equilíbrio político em territórios britânicos como Gibraltar e as Ilhas Malvinas.

O documento, elaborado pelo comitê de Política Externa da Câmara dos Comuns, revelou a preocupação das administrações de ambos os territórios por uma possível perda de proteção caso os britânicos optem por abandonar o bloco no referendo do dia 23 de junho.

"No caso de Gibraltar, a experiência nos mostrou que a Espanha aproveitaria qualquer renegociação desse tipo (com a União Europeia) para minar, isolar e excluir ainda mais Gibraltar", afirmou o governo da região no relatório.

O texto, escrito por um comitê que contava com um número equilibrado de deputados favoráveis e contrários ao "Brexit", também inclui o ponto de vista de Sukey Cameron, representante em Londres do governo das Malvinas.

Para ela, a ruptura de laços entre Londres e Bruxelas teria "amplas e profundas implicações" para o território no Atlântico Sul.

"Se a Grã-Bretanha deixar de ser membro da União Europeia, o apoio de muitos dos países do bloco seria menos certo, o que poderia incentivar a Argentina a ter uma postura mais agressiva", afirmou a representante das Malvinas.

O relatório parlamentar também adverte sobre o perigo de "exagerar" nas possíveis consequências da saída da União Europeia na influência internacional da Grã-Bretanha. Os deputados consideram que o país continuaria sendo "uma peça-chave nos assuntos de interesse mundial e um aliado estratégico dos EUA".

A cooperação antiterrorista com os países europeus "sem dúvida continuaria mesmo depois de ter abandonado a União Europeia", afirma o documento. /EFE

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