REUTERS/Mike Segar
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Repórter do ‘NYT’ pede desculpa no Twitter por ter chamado Melania de prostituta

Jacob Bernstein teria feito o comentário durante uma festa da Semana da Moda de Nova York para a atriz Emily Ratajkowski, que falou sobre o assunto na rede social

O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2017 | 10h30

NOVA YORK, EUA - O repórter do jornal The New York Times Jacob Bernstein pediu desculpas por ter chamado a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, de "prostituta" durante uma conversa particular em uma festa na noite de segunda-feira.

"Quero reconhecer um erro que cometi. Falando em uma festa, no que pensava ser uma conversa pessoal, eu mesmo assim fiz um comentário estúpido sobre a primeira-dama", reconheceu Bernstein em uma série de mensagens publicadas em sua conta no Twitter.

"Meus editores deixaram claro que meu comportamento não cumpre com os padrões do Times, e eu concordo. Meu erro, no qual fiz referência a rumores infundados, não deveria refletir em mais ninguém e me desculpo profusamente", completou o jornalista, que é filho de Carl Bernstein, um dos repórteres responsáveis por revelar o escândalo Watergate, que provocou a renúncia do então presidente dos EUA Richard Nixon em 1974.

Bernstein teria feito o comentário durante uma festa da Semana da Moda de Nova York. A atriz e modelo Emily Ratajkowski foi quem falou sobre o assunto no Twitter. "Me sentei ao lado de um jornalista do NYT ontem à noite que me disse que Melania é uma prostituta", disse a Emily.

A atriz disse que não gostou de ter ouvido um repórter de um dos principais jornais do mundo ter classificado e humilhado a primeira-dama de tal forma em razão de comportamentos considerados socialmente inapropriados.

"Eu não ligo para os 'nudes' dela ou seu histórico sexual, e ninguém deveria se importar. Ataques específicos de gênero são uma m**** sexista repugnante", disse Emily, que tem mais de 985 mil seguidores no Twitter.

A primeira-dama respondeu à atriz agradecendo pelo apoio. "Aplausos para todas as mulheres do mundo que não se calam, defendem e apoiam outras mulheres", disse Melania.

O New York Times disse em comunicado que o comentário "não era de caráter público, mas, mesmo assim, foi completamente inadequado e não deveria ter sido feito". Além disso, o jornal ressaltou que Bernstein não cobre notícias de Washington ou de política americana. / EFE

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