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Repórter do ‘Washington Post’ e 2 americanos deixam Irã

Ex-prisioneiros foram transferidos para base militar na Alemanha e devem chegar aos EUA nos próximos dias

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O Estado de S. Paulo

17 Janeiro 2016 | 20h25

TEERÃ -  Três dos quatro americanos que foram postos em liberdade ontem pelo Irã deixaram esse país ontem em um avião. O jato fez escala durante à tarde na Suíça e de lá chegou à noite a uma base militar americana na Alemanha, de onde nos próximos dias, os ex-prisioneiros devem ser transferidos para os EUA. 

No grupo, está o repórter do Washington Post Jason Rezaian, preso em 2014 e condenado no ano passado por espionagem pelas autoridades iranianas. Completam o grupo o ex-militar Amir Hekmati e o pastor religioso Saeed Abedini. O empresário Nosratollah Khosravi-Roodsari, que também foi libertado pelas autoridades iranianas, não embarcou no avião com os demais. Embora não tenha ficado imediatamente claro se ele optou por ficar no Irã ou partir separadamente.

“Podemos confirmar que nossos cidadãos americanos detidos foram libertados e que deles, os que quiseram deixar o Irã, fizeram isso”, declarou um funcionário do governo que preferiu não se identificar. Ele não esclareceu o motivo pelo qual Khosravi-Roodsari não uniu-se aos demais e pediu respeito à privacidade dos ex-detentos e suas famílias.

Acordo. A libertação dos americanos ocorreu dentro de uma troca de presos que precedeu o anúncio sobre a entrada em vigor do acordo alcançado em julho do ano passado com o Irã sobre a paralisação de seu programa nuclear, que inclui a suspensão das sanções econômicas contra Teerã.

Dentro do acordo para a libertação dos presos americanos, os EUA ofereceram clemência a sete iranianos condenados ou pendentes de julgamento no país por delitos relacionados com o embargo econômico contra o Irã, seis deles também com dupla nacionalidade.

Os Estados Unidos também informaram no sábado da retirada das acusações formuladas contra 14 cidadãos iranianos, que deixarão de ser procurados pela Interpol a pedido de Washington. 

Além da troca de prisioneiros, EUA e Irã fecharam também um acordo para o pagamento de uma dívida que vigorava desde 1981. Os Estados Unidos pagarão ao Irã US$ 400 milhões por uma dívida e mais US$ 1,3 bilhão em juros por um processo aberto após a Revolução Islâmica de 1979. A reivindicação se refere ao Fundo de Confiança de US$ 400 milhões utilizado pelo Irã para comprar equipamentos militares dos EUA antes da ruptura de relações diplomáticas. / EFE

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