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Internacional

EUA

Republicano Ben Carson deixa corrida presidencial nos EUA

O neurocirurgião aposentado, de 64 anos e único candidato negro à presidência em 2016, só conseguiu o apoio de 8 delegados dos 1.237 necessários para obter a candidatura e não ganhou em um só Estado

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O Estado de S. Paulo

04 Março 2016 | 22h05

NATIONAL HARBOR - O neurocirurgião Ben Carson anunciou nesta sexta-feira,4, que desistiu de sua pré-candidatura pelo Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos por considerar que seu discurso, longe de polêmicas, não se encaixa na disputa.

"Para ter chances nesta campanha, precisava gritar e criticar os outros. Eu era assim, mas na escola. Lá eu era capaz de falar bem alto e pensar em insultos. Mas agora as coisas que nos afetam são importantes demais", explicou Carson a correligionários na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), uma convenção republicana realizada em Washington, que serve de termômetro para medir as intenções de voto das bases.

Perguntado sobre as razões que o motivaram a tomar essa decisão, Carson respondeu que não via matematicamente possível uma vitória, por isso pediu a seus partidários que não fiquem em casa e votem em outro de seus agora ex-concorrentes para não beneficiar quem sair vencedor das eleições primárias do Partido Democrata.

"Se deixarmos que escolham outro progressista laico como presidente, vamos abandonar o futuro de nossos netos", declarou.

Após seus fracos resultados na chamada Superterça - uma rodada de diversas eleições primárias estaduais realizada na última terça-feira -, o neurocirurgião disse que não via futuro em sua corrida presidencial, rejeitou participar do debate dos pré-candidatos de seu partido ontem à noite em Detroit e antecipou que falaria hoje sobre seu futuro político.

Carson, de 64 anos e único candidato negro à presidência em 2016, só conseguiu o apoio de 8 delegados dos 1.237 necessários para obter a candidatura republicana, não ganhou em um só Estado e seu melhor resultado foi obtido no Alasca, onde conseguiu 10,9% dos votos. / EFE

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