Jim Cole/AP
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Republicano Ben Carson quer proibir aborto em todos os casos, incluindo estupro

Em entrevista, pré-candidato americano comparou aborto com escravidão e negou que acabará com o popular programa Medicare

O Estado de S. Paulo

26 Outubro 2015 | 08h48

WASHINGTON - O neurocirurgião e candidato às primárias republicanas rumo às eleições presidenciais dos EUA em 2016 Ben Carson comparou no domingo aborto com escravidão e se mostrou partidário de proibí-lo em todos os casos, incluindo estupro e incesto.

"Não serei a favor de matar um bebê porque foi concebido de uma ou outra maneira", disse o político conservador em entrevista à emissora NBC.

"Durante a escravidão, muitos donos de escravos pensaram que tinham o direito de fazer o que quisessem com eles. O que teria acontecido com os abolicionistas se tivessem dito: 'eu não acredito na escravidão, acho que é errado, mas os senhores façam o que quiserem'. Onde estaríamos?", disse Carson, único aspirante negro à Casa Branca nestas eleições.

Carson defendeu a proibição do aborto inclusive em casos de estupro e incesto, pois conhece "muitas histórias de gente que teve vidas muito produtivas e que nasceram de um incesto ou um estupro".

Em entrevista ao Fox News Sunday, o neurocirurgião aposentado negou que acabará com o programa de saúde Medicare para os idosos, e disse que fornecerá a opção de usar uma conta-poupança financiada pelo governo para adquirir um plano de saúde.

“O programa que eu esbocei a partir das contas-poupanças de saúde eliminam amplamente a dependência das pessoas dos programas do governo”, disse Carson. Segundo ele, a medida seria uma “alternativa” ao popular Medicare.

Carson, um dos mais conservadores destas eleições, se apresentou às primárias republicanas como o candidato mais anônimo, sem experiência política. Mas conseguiu se aproximar da liderança das pesquisas, chegando perto de outro aspirante pouco convencional, o magnata Donald Trump. /EFE e REUTERS

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